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Mostrando postagens de 2022

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INTRODUÇÃO GERAL AO NOVO TESTAMENTO

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            O objetivo deste texto consiste em apresentar uma introdução geral para a leitura do Novo Testamento. Parte-se de uma leitura histórico-crítica , na qual se lê os textos com o objetivo de compreender o seu sentido à luz do que eles significavam para a comunidade que os produziu e recebeu. Os livros do Novo Testamento não estão organizados de forma cronológica nas Bíblias em geral. Esta introdução, no entanto, seguirá, na medida do possível, a ordem cronológica dos eventos e dos livros. Assim, o leitor poderá compreender melhor quais textos vieram primeiro e quais são posteriores. Começaremos pela vida de Jesus e pelo movimento que o sucedeu a fim de contextualizar historicamente os textos, para depois abordar brevemente um pouco sobre o material que compõe o Novo Testamento.

ARGUMENTOS DE SANTO ANSELMO A FAVOR DA EXISTÊNCIA DE DEUS

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              O objetivo deste texto é apresentar, de forma sistematizada, os argumentos de Santo Anselmo de Aosta a favor da existência de Deus presentes no Monologion  e no Proslogion . No Monologion , Anselmo trabalha quatro vias para demonstrar a existência de Deus ( via da bondade, via da grandeza, via da existência, via da perfeição ), já no Proslogion , Santo Anselmo se restringe a a um único argumento, que posteriormente veio a ser denominado como argumento ontológico a favor da existência de Deus. Este texto busca expor cada um desses argumentos de forma sistematizada.

O DIREITO DE PROPRIEDADE COMO LIMITADOR DO PODER CIVIL EM JOHN LOCKE

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  I. INTRODUÇÃO   Este artigo segue em linhas gerais as ideias apresentadas por Locke (1978) em seu Segundo Tratado sobre o Governo. A tese fundamental de John Locke no Segundo Tratado sobre o Governo é a de que a vida, a liberdade e a propriedade são direitos naturais do homem e que o Estado surge para proteger esses direitos. O objetivo deste texto consiste em mostrar como o direito à propriedade estabelece os limites do poder civil.

JESUS FOI UMA INVENÇÃO ROMANA? - AVALIAÇÃO CRÍTICA DA TESE DE JOSEPH ATWILL

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  O objetivo deste texto é considerar criticamente a teoria de Joseph Atwill , presente em O Messias de César , de que Jesus é uma invenção romana, mais especificamente uma criação da dinastia flaviana. Para o autor, Jesus é um mito inventado pela dinastia flaviana (Vespasiano, Tito e Domiciano) para acalmar as revoltas judaicas, especialmente após a destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C. por Tito. A dinastia flaviana teria contratado um conjunto de intelectuais, entre eles Flávio Josefo, para escreverem textos criando a figura de Jesus, como os Evangelhos e cartas atribuídas a Paulo. Para tanto, este texto é composto das seguintes partes:  

ÉTICA A NICÔMACO (RESENHA)

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  O texto a seguir consiste em uma resenha do livro “Ética a Nicômaco” de Aristóteles. A fim de trabalhar as noções desenvolvidas pelo filósofo nessa obra, esta resenha se subdivide nas seguintes partes:

A TEORIA DAS PAIXÕES HUMANAS E A PASSAGEM DO ESTADO NATURAL PARA O ESTADO CIVIL EM THOMAS HOBBES

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  1. Introdução   Thomas Hobbes pode ser considerado, em certo sentido, um anti-aristotélico. De acordo com Aristóteles (1985), os seres humanos organizam-se politicamente porque eles são animais políticos por natureza. Hobbes, por outro lado, considerada a política como uma construção artificial que se constitui justamente pela superação do estado de natureza. No entanto, mesmo a natureza é concebida de modo distinto de como o é no aristotelismo. Para Aristóteles, o mundo e seu movimento é eterno e há uma hierarquia metafísica em que certas coisas são naturalmente superiores em relação a outra. Em Hobbes (1983), ao contrário, a própria natureza tem uma certa artificialidade, pois ela é a arte por meio da qual Deus fez e governa o mundo. A natureza pode ser compreendida, assim, como um mecanismo programado que autoconserva o movimento segundo as regras do Criador.

FEMINISMO INTERSECCIONAL - TEXTO DE MICHELLE CIURRIA (TRADUÇÃO)

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Tradução de: CIURRIA, Michele. Intersectional Feminism ( chapter 1). In: An Interseccional Feminist Theory of Moral Responsibility . New York and London: Routledge, 2020.   _________________  

INTRODUÇÃO GERAL À BÍBLIA HEBRAICA

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  O objetivo deste texto é apresentar uma breve introdução geral à Bíblia Hebraica a partir de uma perspectiva histórico-crítica. Trata-se de uma busca de abordar os textos tomando como fio condutor seu significado em seu contexto histórico e cultural de produção sem partir de pressupostos religiosos, como a ideia de inspiração. Nesse sentido adota-se o naturalismo metodológico, compreendendo a Bíblia como um livro produzido por homens reais em seus contextos concretos de existência.  Este artigo não visa fornecer uma exegese dos textos, mas contextualizar o leitor historicamente a fim de fornecer uma introdução geral para a leitura da Bíblia Hebraica.

MÊNON - PLATÃO (RESENHA)

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  No Mênon, é discutida a questão sobre se a virtude é algo que se ensina. Para tanto, Mênon levanta três possíveis hipóteses. A primeira é a de que a virtude é uma coisa que se ensina, a segunda de que a virtude se adquire por meio do exercício e a terceira de que a virtude é natural do ser humano. No entanto, para investigar essa questão, é preciso primeiro responder o que vem a ser a virtude. A primeira tese proposta por Mênon é a de que parece óbvio que podemos definir virtude do homem como “ser capaz de gerir as coisas da cidade, e, no exercício dessa gestão, fazer bem aos amigos e mal aos inimigos, e guardar ele próprio de sofrer coisa parecida” (Mênon, 71e). É interessante que essa resposta seja dada com segurança como se fosse algo óbvio e isso nos ajuda a pensar nas próprias etapas do processo pelo qual a alma rememora aquilo que ela já sabe.

APOLOGIA DE SÓCRATES - RESENHA

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Bruno dos Santos Queiroz (Sunkey) O objetivo deste texto é apresentar uma resenha da defesa de Sócrates na Apologia. No diálogo nos deparamos com a seguinte pergunta “Não te envergonhas, Sócrates, de te aplicardes a tais ocupações, pelas quais agora está arriscado a morrer?” (28b) Estamos diante de um homem do qual se ouve que é um ateu, alguém que nega os deuses do povo, tão importantes para a manutenção da harmonia social. Esse homem, não só nega os deuses, como corrompe os jovens com suas ideias, disseminando seu ateísmo na mocidade. Suas artimanhas, dizem, é fazer prevalecer a razão mais fraca por meio de uma engenhosa oratória. Não parece, pois, que um homem assim deve se envergonhar de sua atividade? Como pode, ainda, ser tão tolo, ao que parece, em fazer tudo isso sabendo que assim se arrisca à morte? Que bem tão grande é esse pelo qual vive que o faz assumir tamanho risco?  

A PROPOSTA DE UMA FENOMENOLOGIA CRÍTICA: DIÁLOGOS ENTRE FENOMENOLOGIA E TEORIA CRÍTICA

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RESUMO: A fenomenologia crítica consiste na proposta teórico-prática de unir o elemento formal-descritivo da fenomenologia clássica com o elemento dialético-social da Teoria Crítica (e das “teorias críticas”). Compreende-se que essa síntese pode propiciar direcionamentos potentes para abrir novas possibilidades de reflexão e ação no mundo. O objetivo desta pesquisa consiste, pois, em fornecer um diálogo sintético entre a Teoria Crítica e a fenomenologia clássica, de modo a reunir elementos para a proposição concreta de uma fenomenologia crítica. Verifica-se que a Teoria Crítica se construiu como uma proposta emancipadora que rompeu com o caráter ideológico da teoria tradicional e que a fenomenologia clássica fornece recursos metodológicos para desconstruir interpretações sociais sedimentadas e promover um retorno à realidade concreta. Concluiu-se, a partir disso, que a síntese entre as duas abordagens abre espaço para o projeto de uma fenomenologia crítica, capaz de refletir sobre te...

INTRODUÇÃO GERAL À FENOMENOLOGIA DA RELIGIÃO - TEXTO DE BREDE KRISTENSEN (TRADUÇÃO)

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  A Fenomenologia da Religião é a abordagem sistemática da História da Religião. Ou seja, sua tarefa é classificar e agrupar os dados numerosos e amplamente divergentes de tal forma que se possa obter uma visão geral de seu conteúdo religioso e dos valores religiosos neles contidos. Essa visão geral não é uma História da Religião condensada, mas um levantamento sistemático dos dados. As diferentes religiões apresentam uma rica variedade de fatos. Os atos rituais e princípios doutrinários dentro de cada religião separada de fato exibem uma certa semelhança; eles carregam a marca dessa religião em particular, mas as religiões diferem em caráter umas das outras. As correspondências são apenas parciais. A História da Religião leva apenas em consideração o particular; a visão geral que ela dá, que chamamos de História geral da religião, não é sistemática ou comparativa. É essa visão sistemática que a Fenomenologia da Religião busca fornecer.

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Bruno dos Santos Queiroz

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