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Mostrando postagens de 2021

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UMA DEFESA DO ABORTO

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  O objetivo deste texto é discutir a questão do aborto considerando as dimensões éticas e sociais relativas ao debate. Para tanto considera-se a origem da condenação ao aborto ao longo da História do Cristianismo, o problema ético do debate a respeito do direito à vida e da autonomia da mulher em relação ao próprio corpo e, por fim, discute-se o problema da maternidade compulsória requerida das mulheres pelo dispositivo materno. Para tanto, este texto compõe-se das seguintes partes: (i) História da Condenação do Aborto; (ii) O Problema Ético do Aborto; (iii) Aborto e Dispositivo Materno. I. HISTÓRIA DA CONDENAÇÃO DO ABORTO             O pensamento conservador costuma atribuir a origem da condenação do aborto à Bíblia, no entanto, isso é um equívoco. Na mentalidade da época da Bíblia não se tinha a ideia do feto e mesmo do bebê como uma vida sagrada, uma alma ou um ser inocente. No Antigo Testamento, nas guerras entendi...

A FENOMENOLOGIA DE MICHEL HENRY (RESUMO)

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  O texto a seguir é um resumo do capítulo II do livro Michel Henry: Incarnation, Barbarism and Belief: na introduction to the work of Michel Henry escrito por Michael O'Sullivan . O título do capítulo no original é Henry and phenomenology . É importante colocar que este resumo é apenas uma apresentação do texto original de forma compactada, sem paráfrases ou resenhas críticas. A ideia é de que o texto permaneça do autor original. Este resumo tem três seções principais: (i) Introdução; (ii) O Fenômeno e a Representação; (iii) Repensando a Diferença: exterioridade, transcendência e imanência; (iv) A Filosofia do Corpo de Maine de Biran; (v) Críticas de Henry a Husserl.

A FENOMENOLOGIA DA RELIGIÃO DE CHANTEPIE DE LA SAUSSAYE (RESUMO)

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        O texto a seguir é um resumo da parte I do livro Interpreting religion : The phenomenological approaches of Pierre Daniel Chantepie, W. Brede Kristensen, and Gerardus van der Leeuw intitulada The Phenomenology of Religion of Pierre Daniel Chantepie de la Saussaye escrito por George Alfred James . É importante colocar que este resumo é apenas uma apresentação do texto original de forma compactada, sem paráfrases ou resenhas críticas. A ideia é de que o texto permaneça do autor original. Este resumo tem três seções principais: (i) A abordagem a-histórica da religião de Chantepie; (ii) A abordagem a-teológica da religião em Chantepie; (iii) A abordagem antirreducionista da fenomenologia da religião de Chantepie.

MICHEL HENRY E A RELIGIÃO - TEXTO DE MICHAEL O'SULLIVAN (TRADUÇÃO)

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  O que se segue é uma tradução do capítulo “ Henry and religion ” do livro “ Michel Henry: Incarnation, Barbarism and Belief: na introduction to the work of Michel Henry ” de Michael O'Sullivan . O texto apresentas as seguintes seções: (i) Filosofia do Cristianismo; (ii) Fenomenologia e Cristianismo; (iii) Fé e amor; (iv) As Escrituras e a Palavra; (v) Os Paradoxos do Cristianismo; (vi) Palavras de Cristo.

OS DOIS RELATOS DE CRIAÇÃO EM GÊNESIS: DIFERENÇAS E INTERPRETAÇÃO

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  O objetivo deste texto é apresentar uma interpretação dos dois relatos criativos de Gênesis . Há duas narrativas diferentes de criação em Gênesis. O primeiro relato vai de Gênesis 1:1 a Gênesis 2:4a e o segundo vai de Gênesis 2:4b-25 . Ao ler a Bíblia na ordem que os textos estão, como lemos um relato primeiro, nossa leitura do segundo relato já fica enviesada. Outra questão que enviesa nossa leitura é a ideia de que a Bíblia é um livro sagrado, inerrante e sem contradições. Portanto, ao se deparar com discrepâncias entre os dois relatos, logo fazemos o exercício de “harmonizá-los”. No entanto, se queremos ler os relatos de Gênesis de maneira objetiva precisamos nos libertar dos enviesamentos de ler uma narrativa com base na outra e, também, é necessário fazer o exercício de não buscar harmonizar as discrepâncias entre os relatos. É o que busco fazer aqui. Este artigo é composto de duas partes: (i) o primeiro relato da criação segundo Gênesis; (ii) o segundo relato da criação ...

JESUS REALMENTE RESSUSCITOU?

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  O objetivo deste texto é pensar se podemos entender a ressurreição de Jesus de Nazaré como fato histórico ou não. É preciso dizer que é consenso acadêmico estabelecido que Jesus de Nazaré existiu de fato e morreu em uma cruz, portanto, afirmar que Jesus é um mito ou negar a realidade de sua crucificação pode ser considerado como uma teoria da conspiração, assim como o é, por exemplo, negar que o homem foi à lua ou dizer que a terra é plana. Este texto se divide nas seguintes partes: I. ARGUMENTOS DE APOLOGISTAS A FAVOR DA RESSURREIÇÃO II. FONTES TEXTUAIS HISTÓRICAS III. O TÚMULO VAZIO IV. APARIÇÕES DE JESUS V. UMA QUESTÃO CIENTÍFICA Jesus de Nazaré , segundo a tese que expus ( aqui ), foi um profeta apocalíptico que esperava a vinda do Filho do Homem e o estabelecimento do Reino de Deus enquanto ele e seus discípulos ainda estivessem vivos. Jesus sempre pregou em vilarejos pequenos e na área rural, de modo que sua mensagem, embora incomodasse alguns líderes religioso...

O JESUS HISTÓRICO COMO PROFETA APOCALÍPTICO

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O objetivo deste texto é apresentar uma das teses sobre quem foi de fato Jesus de Nazaré . O Jesus Cristo que conhecemos é uma construção teológica, trata-se de alguém considerado como a encarnação de Deus, nascido em Belém de uma Virgem e que teria fundado uma nova religião chamada de Cristianismo. Hoje se sabe, do ponto de vista histórico, que Jesus foi na verdade um camponês da pequena vila de Nazaré, que foi batizado por João Batista, um profeta apocalíptico e que teve seu projeto interrompido por uma morte abrupta na cruz. Esse Jesus era no pleno sentido da palavra um judeu, nunca reivindicou ser Deus, nem pretendia fundar uma nova religião.             No entanto, há um debate sobre qual era a essência do ministério de Jesus. Ao lermos os Evangelhos sinóticos vemos que um conceito central da mensagem de Jesus é a vinda do Reino de Deus . Uma das hipóteses levantadas para entender o contexto da mensagem de Jesus de Nazaré é ...

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Bruno dos Santos Queiroz