TERAPIA RACIONAL EMOTIVA COMPORTAMENTAL (TREC)
O objetivo deste texto consiste em apresentar a Terapia Racional Emotiva Comportamental (TREC). A TREC é uma forma pioneira de terapia cognitivo-comportamental criada pelo Dr. Albert Ellis em 1955. Seus principais objetivos são ajudar as pessoas a reduzir o sofrimento emocional e comportamental e capacitá-las a levar vidas mais felizes, plenas e com autorrealização. Para apresentar a TREC, o texto se divide nas seguintes partes: (i) Modelo ABCDE; (ii) Derivações da Musturbação; (iii) Bases Humanistas e Existenciais da TREC; (iv) Controle Interno e Autorresponsabilidade; (v) Técnicas cognitivas; (vi) Técnicas emocionais; (vii) Técnicas comportamentais.
I. MODELO ABCDE
A Terapia Racional Emotiva Comportamental (TREC) se baseia no Modelo ABCDE, segundo o qual as emoções
e comportamentos humanos não são determinados diretamente pelos acontecimentos,
mas pelas crenças que os indivíduos constroem sobre eles. Essa perspectiva
possui raízes na filosofia estoica, especialmente na reflexão de Epiteto, segundo a qual “as pessoas não se perturbam pelas coisas, mas pelas interpretações que
fazem delas”.
A TREC retoma essa
ideia e a transforma em um modelo psicológico estruturado, no qual os eventos ativadores (A), as crenças (B) e as consequências (C) se articulam de forma dinâmica. Tal modelo rompe
com a visão determinista de que fatores externos são os principais responsáveis
pelo sofrimento humano, propondo, em contrapartida, uma compreensão mais ativa
e construtiva do funcionamento psíquico.
Os eventos ativadores (A) correspondem às situações que o indivíduo
vivencia ao tentar alcançar seus objetivos, incluindo obstáculos, frustrações
ou mudanças inesperadas. Embora frequentemente sejam associados a
circunstâncias externas, como críticas, perdas ou fracassos, a TREC amplia esse
conceito ao incluir também processos internos, como pensamentos automáticos,
lembranças e estados fisiológicos. Essa ampliação é relevante, pois evidencia
que a experiência humana não é apenas reativa ao ambiente, mas também
construída internamente.
Entretanto, o ponto mais significativo da teoria reside no componente B, isto é, no sistema de crenças. Segundo a TREC, os
indivíduos desenvolvem inúmeras interpretações sobre os eventos que vivenciam,
e são essas interpretações que exercem influência direta sobre suas reações
emocionais e comportamentais. Nesse sentido, a teoria sustenta que os eventos
ativadores raramente produzem consequências de forma direta; ao contrário, são
mediados pelas crenças que o indivíduo possui. Essa mediação explica por que
diferentes pessoas podem reagir de maneiras distintas diante de uma mesma
situação.
A TREC distingue, de maneira fundamental, dois tipos de crenças: as racionais e as
irracionais. As crenças racionais (Rational Beliefs – RBs) são
caracterizadas por sua flexibilidade, realismo e natureza não absolutista. Elas
costumam ser expressas na forma de preferências, desejos ou metas, como “eu
gostaria de ser bem-sucedido”, “prefiro ser aprovado pelos outros” ou “quero
que as coisas deem certo”. Embora essas crenças envolvam expectativas e
motivações legítimas, elas não são tratadas como necessidades absolutas.
Dessa forma, quando um
evento ativador (A) frustra esses desejos, por exemplo, uma reprovação ou uma
crítica, o indivíduo tende a experimentar emoções negativas saudáveis, como tristeza, decepção ou
frustração. Essas emoções, embora desconfortáveis, são proporcionais à situação
e desempenham uma função adaptativa: elas sinalizam que algo importante não
ocorreu como esperado, mas não paralisam o indivíduo, permitindo que ele
reflita, aprenda e busque alternativas.
Em contraste, as crenças irracionais (Irrational Beliefs – IBs)
são marcadas por rigidez, absolutismo e dogmatismo. Segundo Albert Ellis, os seres humanos possuem uma
tendência tanto biológica quanto aprendida a transformar preferências em
exigências inflexíveis. Essas crenças são frequentemente expressas por termos
como “eu devo”, “eu tenho que” ou “isso não pode acontecer”. Ellis cunhou o
termo “musturbação” (do inglês musturbation – trocadilho com o verbo to must:
dever) para descrever esse padrão de pensamento, no qual o indivíduo impõe
regras rígidas e irreais a si mesmo, aos outros e ao mundo.
O problema central dessas crenças não está apenas no seu conteúdo,
mas em suas implicações. Quando uma exigência absolutista é frustrada, o que
inevitavelmente ocorre, dado o caráter imprevisível da vida, o indivíduo tende
a reagir com emoções negativas disfuncionais, como ansiedade intensa, depressão,
raiva descontrolada, vergonha ou autodepreciação. Diferentemente das emoções
saudáveis, essas respostas são desproporcionais e frequentemente
incapacitantes, dificultando a adaptação e levando a comportamentos
prejudiciais, como evitação, agressividade ou desistência.
Além disso, as crenças irracionais costumam estar associadas a
padrões cognitivos específicos, como a catastrofização
(“isso é terrível, insuportável”), a baixa
tolerância à frustração (“não consigo suportar isso”) e a desvalorização global de si mesmo ou dos
outros (“sou um fracasso”, “ele é uma pessoa horrível”). Esses padrões
intensificam ainda mais o sofrimento emocional, criando um ciclo em que
pensamento, emoção e comportamento se reforçam mutuamente.
Além disso, formulações
contemporâneas da TREC ampliam o conceito de crença ao compreendê-lo como um
processo integrado de crer, sentir e agir. Isso significa que pensamento,
emoção e comportamento não podem ser dissociados, formando um sistema
interdependente. Assim, ao sustentar uma crença irracional, o indivíduo não
apenas interpreta a realidade de forma distorcida, mas também experimenta
emoções intensas e adota comportamentos disfuncionais de maneira quase
simultânea.
As consequências (C),
por sua vez, referem-se aos resultados desse processo. Quando o indivíduo adota
crenças racionais, mesmo diante de adversidades, tende a experimentar emoções
negativas consideradas saudáveis, como tristeza, frustração ou decepção. Essas
emoções, embora desconfortáveis, são proporcionais à situação e contribuem para
a adaptação e resolução de problemas. Por outro lado, crenças irracionais geram
emoções negativas disfuncionais, como ansiedade extrema, depressão, raiva
intensa ou comportamentos de evitação, que dificultam o enfrentamento das
dificuldades e podem perpetuar o sofrimento.
Dessa forma, a equação A +
B = C sintetiza o princípio central da TREC: não é o evento em si que determina as reações emocionais, mas a
interpretação atribuída a ele. Essa concepção implica uma mudança
significativa na compreensão da responsabilidade emocional, ao sugerir que os
indivíduos participam ativamente da construção de suas experiências
psicológicas. Isso não significa ignorar o impacto das circunstâncias externas,
mas reconhecer que a forma de as interpretar pode ser questionada, modificada e
desenvolvida.
Além do clássico A-B-C, a TREC trabalha com mais dois elementos: D e E. D (Disputa) e E (Nova Filosofia
Eficaz) são os componentes ligados às mudanças cognitivas e comportamentais. A etapa D, denominada Disputa (Disputing),
consiste no questionamento sistemático das crenças irracionais, especialmente
aquelas expressas em termos absolutistas como “tenho que”, “devo” ou “isso não
pode acontecer”. Essas exigências rígidas, ao serem tratadas como verdades
incontestáveis, sustentam grande parte do sofrimento psicológico.
Assim, a TREC ensina
que não basta identificar tais pensamentos; é necessário confrontá-los de maneira
deliberada, consistente e fundamentada. Esse confronto ocorre por meio de três
formas principais de questionamento:
(1) Questionamento Lógico: questiona-se
se há alguma razão objetiva para que uma preferência seja elevada à condição de
obrigação absoluta. Exemplos: “De onde
vem essa regra? Isso é uma lei do universo ou apenas uma exigência minha?”; “Por
que eu tenho que ser perfeito? Existe alguma lei que diga isso?”; “Onde está escrito
que as pessoas sempre devem agir como eu quero?”; “Por que falhar seria algo
impossível ou proibido?”.
(2)
Questionamento empírico: investiga-se se existem provas concretas de que
determinada crença corresponde à realidade. Exemplos: “Quais são as evidências reais de que isso é verdade?”; “Já falhei
antes: foi realmente insuportável ou apenas desagradável?”; “Quais provas
mostram que eu sou um fracasso total? Não existem situações em que tive
sucesso?”; “Acreditar que ninguém gosta de mim é um fato ou uma generalização? Há pessoas que
já demonstraram o contrário?”.
(3)
Questionamento pragmático: avalia se manter tal pensamento contribui para o
bem-estar ou, ao contrário, intensifica o sofrimento. Exemplos: “Pensar
assim me ajuda a lidar melhor com a situação ou só piora tudo?”; “Pensar assim me ajuda a ter um bom
desempenho ou me deixa mais ansioso?”; “Acreditar que não suporto me fortalece
ou me faz evitar a situação?”; “Esse pensamento me motiva a melhorar ou me
paralisa?”.
Como resultado desse processo, alcança-se a etapa E, isto é, a construção de uma Nova Filosofia Eficaz (Effective New
Philosophy). Essa nova forma de pensar caracteriza-se pela
substituição de exigências rígidas por preferências flexíveis, bem como pela adoção
de interpretações mais realistas e adaptativas diante das adversidades. Em vez
de afirmar “eu tenho que ter sucesso”, o indivíduo passa a pensar “eu gostaria
de ter sucesso, mas posso lidar com o fracasso”.
II. DERIVAÇÕES DA MUSTURBAÇÃO
Como já considerado, “musturbação” é uma expressão formada
por um trocadilho entre to must:
dever e a palavra masturbação, uma analogia para a ruminação mental. A
musturbação pode ser definida, portanto, como tendência de transformar
preferências saudáveis em exigências inflexíveis, expressas em termos como
“tenho que”, “devo” ou “isso não pode acontecer”. A partir dessas exigências,
desenvolvem-se distorções cognitivas derivadas que intensificam e mantêm o
sofrimento psicológico, funcionando como mecanismos imediatos que conectam
crenças irracionais a emoções disfuncionais. Essas derivações são:
(1)
Catastrofização (awfulizing): Trata-se
de um padrão de pensamento no qual o indivíduo avalia uma situação negativa
como absolutamente terrível, insuportável ou como o pior cenário possível. Exemplos:
“Isso é horrível, minha vida acadêmica
acabou!”; “Isso é insuportável, não posso lidar com isso!” e “É a pior coisa que poderia acontecer, nunca
vou me recuperar!”.
(2)
Desvalorização global de si (global
self-downing): Ocorre quando a pessoa transforma um erro ou falha
específica em um julgamento negativo sobre seu valor como ser humano. Em vez de
avaliar o comportamento, ela condena a si mesma como um todo. Exemplos: “Eu sou um fracasso”; “Sou inútil, não sirvo
para nada”; “Isso prova que sou incapaz”.
(3) Supergeneralização
(allness): Trata-se
da tendência de tirar conclusões amplas e absolutas a partir de um único evento
negativo, acreditando que ele se repetirá sempre no futuro. Exemplos: “Eu sempre vou fracassar”; “Ninguém nunca vai gostar de mim” e “Nada dá certo para mim”.
(4)
Baixa tolerância à frustração (I-can’t-stand-it-itis): Consiste
na crença de que não se é capaz de suportar desconfortos, dificuldades ou
frustrações. O indivíduo interpreta situações desagradáveis como intoleráveis,
quando na realidade são apenas difíceis ou incômodas. Exemplos: “Eu não aguento estudar, é insuportável!”; “Não consigo
lidar com essa ansiedade!”; “Não suporto passar por isso, preciso evitar a todo
custo!”.
III.
BASES HUMANISTAS E EXISTENCIAIS DA TREC
A
TREC se baseia nas filosofias humanista
e existencial. Diferentemente de abordagens que visam apenas à eliminação
de sintomas, a TREC propõe uma reestruturação filosófica ampla, centrada na
capacidade humana de escolha, vontade e liberdade existencial. Nesse sentido, o
indivíduo é colocado no centro de sua própria experiência, sendo compreendido
não como um produto passivo de forças externas, mas como um agente ativo capaz
de interpretar, avaliar e transformar sua realidade psicológica (abordagem centrada na pessoa). Tal
perspectiva implica reconhecer que a busca por uma vida mais equilibrada e
satisfatória depende, em grande medida, da forma como o indivíduo constrói e
revisa suas crenças fundamentais.
No cerne dessa proposta
humanista está a compreensão de que os seres humanos são inerentemente falíveis
e complexos, o que torna inadequada qualquer tentativa de avaliá-los de forma
global, seja de maneira positiva ou negativa. A partir dessa premissa, a TREC
propõe três filosofias centrais de aceitação incondicional:
(1)
Autoaceitação incondicional (Unconditional
Self-Acceptance – USA):
representa uma crítica direta ao conceito tradicional de autoestima. Na
perspectiva da TREC, a autoestima tende a ser condicional, pois está
frequentemente vinculada ao desempenho ou à aprovação externa. Isso significa
que o indivíduo só se percebe como valioso quando tem sucesso ou é validado por
outras pessoas. Em contraposição, a aceitação incondicional de si propõe que o
indivíduo abandone completamente a prática de avaliar seu valor global como
pessoa. Em vez disso, ele passa a avaliar apenas seus comportamentos, ações e
desempenhos específicos. Por exemplo, ao falhar em uma prova, em vez de
concluir “sou incapaz”, o indivíduo aprende a pensar “fui mal nesta prova, mas
isso não define quem eu sou”.
(2)
Aceitação incondicional dos outros (Unconditional Other-Acceptance – UOA):
essa noção está intimamente relacionada à aceitação de si. Ao reconhecer a
própria falibilidade, o indivíduo torna-se mais capaz de compreender e aceitar
as imperfeições alheias. Essa abordagem implica recusar a tendência de rotular
ou condenar globalmente outras pessoas com base em comportamentos específicos,
mesmo quando estes são injustos ou moralmente reprováveis. Importa destacar que
essa aceitação não significa tolerar passivamente atitudes prejudiciais. Por
exemplo, diante de alguém que age de forma desrespeitosa, o indivíduo pode
reconhecer que o comportamento é inaceitável, sem concluir que a pessoa como um
todo é “má” ou “sem valor”.
(3)
Aceitação incondicional da vida (Unconditional
Life-Acceptance – ULA): associada à alta tolerância à frustração (High Frustration Tolerance – HFT),
aborda a relação do indivíduo com as condições inevitáveis da existência. A
TREC observa que os seres humanos frequentemente desenvolvem a crença
irracional de que a vida deve ser fácil, justa e confortável. Quando essa
expectativa não é atendida, o que ocorre com frequência, surgem avaliações
extremas, como considerar a situação “terrível” ou “insuportável”. A aceitação
incondicional da vida propõe, em contrapartida, o reconhecimento de que
dificuldades, injustiças e sofrimentos fazem parte da condição humana. Assim, o
indivíduo aprende a substituir a ideia de que “não pode suportar” determinadas
situações por uma postura mais resiliente, reconhecendo que, embora
desagradáveis, elas são enfrentáveis.
A abordagem humanista-existencial
encontra ressonância na conhecida oração
da serenidade, formulada por Reinhold
Niebuhr, que enfatiza a importância de distinguir entre o que pode e o que
não pode ser alterado. Ao desenvolver essa capacidade de discernimento, o
indivíduo reduz a intensidade de seu sofrimento emocional e amplia sua
capacidade de adaptação às circunstâncias. A oração é como se segue:
“Concedei-me, Senhor,
a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
coragem para mudar aquelas que posso,
e sabedoria para distinguir umas das outras.”
IV.
CONTROLE INTERNO E AUTORRESPONSABILIDADE
Em oposição a
abordagens psicológicas tradicionais que atribuem grande parte do comportamento
humano a fatores externos, como experiências da infância ou condicionamentos
ambientais, a TREC sustenta que, embora tais fatores influenciem o indivíduo,
não são eles que determinam, de forma direta e inevitável, suas emoções e
ações. Nesse sentido, a teoria defende que os indivíduos não são meramente
vítimas das circunstâncias, mas participantes ativos na construção de suas
próprias experiências emocionais.
A distinção entre controle
interno e controle externo constitui um dos pilares dessa abordagem. O controle externo refere-se a todos os
acontecimentos, circunstâncias e comportamentos de outras pessoas que estão
fora do domínio direto do indivíduo. Isso inclui fatores como o passado,
opiniões alheias, condições sociais, eventos inesperados e até mesmo certas
reações iniciais do próprio corpo, como ansiedade automática. Muitas abordagens
psicológicas tradicionais tendem a enfatizar esse tipo de controle, sugerindo
que o sofrimento emocional é principalmente resultado dessas influências
externas. Por exemplo, uma pessoa pode acreditar que está deprimida porque foi
rejeitada, porque teve uma infância difícil ou porque os outros a tratam mal.
Nesse modelo, a emoção aparece como uma consequência quase automática do que
aconteceu.
Já o controle interno, enfatizado pela TREC,
diz respeito à forma como o indivíduo interpreta, avalia e reage mentalmente a
esses eventos externos. Não se trata de negar que acontecimentos influenciam as
emoções, mas de reconhecer que existe um “filtro”
cognitivo entre o evento e a reação emocional. Esse filtro é composto pelas
crenças, interpretações e diálogos internos.
Assim, enquanto teorias
como a psicanálise clássica tendem a enfatizar a influência do passado, e o behaviorismo destaca o papel do
ambiente, a TREC introduz a ideia de que o elemento decisivo reside na
interpretação que o indivíduo faz dos acontecimentos. Em outras palavras, não é
o evento em si que gera sofrimento, mas aquilo que a pessoa diz a si mesma
sobre o evento. Por exemplo, diante de
uma reprovação em uma prova, um estudante pode interpretar a situação como uma
oportunidade de aprendizado, gerando frustração moderada e motivação para
melhorar, ou pode encará-la como uma prova de incompetência pessoal,
desencadeando ansiedade intensa e desânimo. O evento é o mesmo; o que muda é o
sistema de crenças que o interpreta.
Essa perspectiva conduz
diretamente ao conceito de autorresponsabilidade,
considerado central para o funcionamento psicológico saudável dentro da TREC.
Assumir responsabilidade emocional significa reconhecer que, embora não se
tenha controle absoluto sobre o que acontece externamente, há um papel ativo na
forma como se reage a esses acontecimentos. Em vez de atribuir a própria
infelicidade exclusivamente a outras pessoas, a condições sociais adversas ou a
eventos passados, o indivíduo é encorajado a reconhecer que suas crenças,
especialmente aquelas marcadas por exigências rígidas, desempenham um papel
determinante na manutenção do sofrimento.
Por exemplo, uma pessoa
que afirma: “meus pais arruinaram minha vida”, pode, a partir da perspectiva da
TREC, ser levada a refletir que, embora tenha vivenciado experiências difíceis,
é a interpretação atual dessas experiências, como a crença de que “isso não
deveria ter acontecido e é insuportável que tenha acontecido”, que perpetua seu
sofrimento no presente. Isso não significa que os pais não tenham sido
responsáveis por experiências difíceis em sua vida, mas sim que ficar preso a
essa crença intensifica o sofrimento.
Ademais, a TREC não ignora a influência de fatores biológicos e
ambientais. Ao contrário, reconhece que os seres humanos possuem predisposições
genéticas e estão inseridos em contextos que podem facilitar ou dificultar o
equilíbrio emocional. Algumas pessoas, por exemplo, podem ter uma tendência
biológica maior à ansiedade, enquanto outras enfrentam ambientes altamente
estressantes, marcados por instabilidade ou adversidade. Ainda assim, a
abordagem argumenta que tais fatores não determinam completamente o destino
emocional do indivíduo.
Mesmo diante de
limitações reais, existe uma margem significativa de escolha na maneira de
pensar e agir. Assim, uma pessoa com predisposição à ansiedade pode aprender a
identificar e questionar pensamentos catastróficos, reduzindo a intensidade de
suas reações emocionais, em vez de se considerar totalmente refém de sua
condição. Nossas predisposições genéticas ou nosso passado não são destinos.
Essa concepção está
intimamente ligada à noção de liberdade
existencial, outro elemento fundamental da TREC. Diferentemente da maioria
dos animais, os seres humanos possuem a capacidade de refletir sobre seus
próprios pensamentos, um processo conhecido como metacognição. Essa habilidade permite que o indivíduo se distancie
de suas crenças automáticas, observe-as criticamente e, sobretudo, escolha
modificá-las.
Por exemplo, ao
perceber que está pensando “eu tenho que ser aprovado por todos”, a pessoa pode
questionar essa exigência e substituí-la por uma crença mais flexível, como “eu
gostaria de ser aprovado, mas posso lidar com a desaprovação”. Essa capacidade
de reconstrução cognitiva evidencia que, embora não se tenha controle total
sobre os pensamentos iniciais, há liberdade para revisá-los e transformá-los.
V.
TÉCNICAS COGNITIVAS
A Terapia
Racional Emotiva Comportamental (TREC) utiliza-se de certas técnicas cognitivas
que visam identificar, questionar e modificar crenças irracionais responsáveis
pelo sofrimento psicológico. Essas técnicas são:
(1) Disputa: consiste
em desafiar crenças irracionais, especialmente aquelas formuladas como
exigências absolutistas (os conhecidos “tenho que”, “devo” e “não posso”) por
meio, como já considerado, dos questionamentos lógico, empírico e pragmático. Como
consequência da disputa bem-sucedida, emerge a construção de crenças racionais,
que são frequentemente operacionalizadas por meio de afirmações de
enfrentamento (rational coping statements).
Por exemplo, em vez de pensar “eu preciso ser aprovado”, o indivíduo passa a
afirmar “eu gostaria de ser aprovado, mas posso lidar com a desaprovação”.
(2)
Análise de custo e benefício: o indivíduo é incentivado a
refletir de forma sistemática sobre as vantagens e desvantagens de manter
determinado comportamento ou crença. Por exemplo, ao evitar estudar para uma
prova, pode identificar como vantagem imediata o alívio do desconforto, mas, em
contrapartida, reconhecer prejuízos futuros, como baixo desempenho e aumento da
ansiedade. Ao comparar esses aspectos, amplia-se a perspectiva temporal do
indivíduo, reduzindo a tendência de priorizar gratificações imediatas em
detrimento de objetivos de longo prazo.
(3)
Psicoeducação: consiste em incentivar o paciente a estudar sobre
conceitos e estratégias que podem contribuir para seu tratamento, o que pode
ser feito por meio de obras acessíveis e em linguagem fácil de psicologia, como
leitura orientada, áudios e outros materiais.
Considere o exemplo abaixo em que
essas três técnicas são utilizadas no tratamento de uma pessoa com TOC:
Terapeuta: Você comentou que, quando sai de
casa, sente que precisa checar várias vezes a porta ou o fogão, senão algo ruim
pode acontecer. O que exatamente passa pela sua cabeça nesse momento?
Paciente: Eu penso que, se eu não conferir
direito, posso ter deixado algo ligado… e aí pode acontecer um desastre, tipo
um incêndio. E seria culpa minha.
Terapeuta: Entendo. E nesse pensamento
aparece algo como “eu tenho que garantir 100% de certeza”?
Paciente: Sim, exatamente. Eu sinto que eu
tenho que ter certeza absoluta.
Terapeuta: Vamos examinar isso juntos: onde
está a prova de que você realmente precisa ter 100% de certeza antes de sair de
casa? Existe alguma regra universal que diga isso? (Disputa – Questionamento lógico)
Paciente: Pensando assim… não. Acho que
não existe uma regra, mas parece muito real na hora.
Terapeuta: Faz sentido parecer real, mas
vamos olhar para os fatos: quantas vezes você já saiu sem conferir tantas vezes
e algo grave realmente aconteceu? (Disputa – Questionamento empírico)
Paciente: Nunca aconteceu nada sério.
Terapeuta: Então, a evidência não confirma
essa ideia. Agora, mais uma pergunta: faz sentido concluir que, se você não
checar várias vezes, algo necessariamente ruim vai acontecer? (Disputa –
Questionamento lógico)
Paciente: Não… é mais um medo do que uma
certeza.
Terapeuta: Exato. Pensar assim, que você precisa
ter certeza absoluta, te ajuda a viver melhor ou te prende nesse ciclo?
(Disputa – Questionamento pragmático)
Paciente: Me prende totalmente. Eu perco
muito tempo com isso.
Terapeuta: Então podemos começar a
reformular: em vez de “eu tenho que ter certeza”, talvez algo como “eu gostaria
de ter certeza, mas posso lidar com a dúvida”. Isso parece mais realista?
(Disputa)
Paciente: Sim, parece mais leve… mas ainda
dá medo.
Terapeuta: Claro, isso é esperado. Agora
vamos analisar o comportamento de checar várias vezes. O que você ganha com
isso? (Análise de custo e benefício)
Paciente: Eu fico menos ansioso… mas só
por pouco tempo.
Terapeuta: E o que você perde ao fazer isso
repetidamente? (Análise de custo e benefício)
Paciente: Tempo, energia… e parece que o
problema só piora.
Terapeuta: Exatamente. Então temos um
alívio imediato, mas um custo alto no longo prazo. Agora, se você resistir à
checagem excessiva, o que acontece no começo? (Análise de custo e benefício)
Paciente: Eu fico muito ansioso.
Terapeuta: E no longo prazo, o que tende a
acontecer? (Análise de custo e benefício)
Paciente: Talvez a ansiedade diminua…
Terapeuta: Isso mesmo. Você ensina seu
cérebro que consegue lidar com a incerteza. Ou seja, você troca um alívio curto
por mais liberdade depois. (Análise de custo e benefício)
Paciente: Faz sentido… nunca tinha pensado
assim.
Terapeuta: Para te ajudar a reforçar isso
fora daqui, é importante você continuar aprendendo sobre como o TOC funciona.
Quanto mais você entende, mais fácil fica aplicar essas mudanças.
(Psicoeducação)
Paciente: Sim, acho que isso ajudaria.
Terapeuta: Eu recomendo que você acompanhe
o conteúdo da Leila Sleiman no YouTube.
Ela explica de forma clara como os pensamentos obsessivos funcionam, por que os
rituais mantêm o problema e como desenvolver tolerância à incerteza.
(Psicoeducação)
Paciente: Vou procurar, parece útil.
Terapeuta: Ótimo. A ideia é você se expor a
esse tipo de conteúdo com frequência e começar a aplicar no dia a dia. Com o
tempo, essa nova forma de pensar deixa de ser só algo racional e passa a ser
algo mais automático. (Psicoeducação)
Paciente: Entendi… então não é só parar o
comportamento, é mudar a forma de pensar também.
Terapeuta: Exatamente. Você não precisa
eliminar o medo imediatamente — precisa mudar sua relação com ele. Em vez de
“não posso sentir isso”, você aprende “posso sentir e ainda assim agir
diferente”.
VI. TÉCNICAS EMOCIONAIS
Muitos terapeutas lidam com a dificuldade de que
mesmo depois de seus pacientes terem compreendido que uma crença é irracional,
ainda terem emoções negativas como se ainda acreditassem nessa crença. Por
causa disso, a abordagem incorpora técnicas
emotivo-evocativas, cujo objetivo é mobilizar não apenas o pensamento, mas
também a emoção e a experiência vivida, permitindo que o indivíduo confronte e
transforme suas crenças de maneira mais profunda e eficaz. Entre essas técnicas
estão:
(1)
Imaginação Racional Emotiva (Rational
Emotive Imagery – REI): desenvolvida inicialmente por Maxie Maultsby Jr.,
essa técnica baseia-se na capacidade do indivíduo de evocar mentalmente
situações adversas e trabalhar ativamente suas respostas emocionais. O processo
inicia-se com a visualização vívida de um evento negativo significativo, como
fracassar em um objetivo importante, ser rejeitado ou enfrentar uma perda
relevante. Ao imaginar essa situação, o indivíduo é incentivado a entrar em
contato pleno com suas emoções negativas disfuncionais, como pânico, desespero
ou raiva intensa. A partir disso, o indivíduo modifica seus pensamentos
subjacentes, substituindo exigências absolutistas por preferências flexíveis.
(2) Enfrentamento
da vergonha (shame-attacking exercises): o indivíduo
é encorajado a realizar, de forma deliberada, comportamentos socialmente inusitados,
porém inofensivos, como usar roupas chamativas ou agir de maneira levemente
excêntrica em público. O objetivo não é gerar constrangimento gratuito, mas
demonstrar, na prática, que a desaprovação alheia, embora desconfortável, não é
catastrófica nem insuportável.
(3) Dramatização (role-playing): o indivíduo é incentivado a confrontar suas
próprias ideias de maneira enérgica e repetida, inclusive por meio de gravações
em áudio nas quais afirma suas crenças irracionais, simulação de situações
desafiadoras e o chamado role-playing
reverso exige que o indivíduo argumente contra suas próprias crenças ao tentar
convencer outra pessoa, o que favorece a internalização do pensamento racional.
Para ilustrar o uso dessas técnicas
em terapia, considere a simulação abaixo de uma sessão com um paciente com
depressão:
Terapeuta: Você comentou que tem se sentido
muito desanimado e com a sensação de que não vale a pena tentar as coisas. O
que passa pela sua cabeça nesses momentos?
Paciente: Eu penso que nada vai dar certo…
que eu vou falhar de novo. E aí parece que não adianta nem tentar.
Terapeuta: Entendi. Vamos trabalhar isso de
uma forma um pouco diferente agora. Quero te propor um exercício: feche os
olhos por um momento e imagine uma situação que você teme, por exemplo, você
tentando algo importante e fracassando. Consegue visualizar isso? (Imaginação
Racional Emotiva – REI)
Paciente: Sim… estou me vendo falhando… as
pessoas me julgando… eu me sentindo um lixo.
Terapeuta: Deixe essa cena bem vívida. E
perceba o que você está dizendo para si mesmo nesse momento.
Paciente: Que eu não deveria falhar… que
eu tinha que dar certo… que isso prova que eu sou um fracasso.
Terapeuta: Ótimo, isso é importante. Agora,
sem mudar a cena, tente mudar esse pensamento. Em vez de “eu tenho que dar
certo”, diga para si: “eu gostaria muito de dar certo, mas posso lidar com
falhar”. Repita isso mantendo a mesma imagem. (Imaginação Racional Emotiva –
REI)
Paciente: …é difícil, mas… parece que a
sensação muda um pouco.
Terapeuta: O que acontece com a emoção?
Paciente: Ainda é ruim… mas não tão
pesada. Parece mais tristeza do que desespero.
Terapeuta: Exatamente. Você não eliminou a
emoção, apenas a tornou mais saudável e suportável. Com prática, isso fica mais
automático. (Imaginação Racional Emotiva – REI)
Terapeuta: Agora, você também mencionou que
evita algumas situações por medo do que os outros vão pensar, certo?
Paciente: Sim… eu sempre acho que vão me
julgar ou achar que eu sou estranho.
Terapeuta: Vamos trabalhar isso na prática.
Que tal escolher uma ação simples, um pouco fora do padrão, mas inofensiva, como
usar uma roupa diferente ou fazer algo levemente incomum em público?
Paciente: Isso parece meio constrangedor.
Terapeuta: Esse é exatamente o ponto. Não
para te expor de forma negativa, mas para você testar uma ideia: o que você
teme, a desaprovação, é realmente catastrófico ou apenas desconfortável?
(Enfrentamento da vergonha)
Paciente: Acho que eu trato como se fosse
algo horrível…
Terapeuta: E se alguém te olhar estranho, o
que isso realmente significa sobre você?
Paciente: Talvez… nada tão sério quanto eu
imagino.
Terapeuta: Exato. O objetivo é você
perceber, na prática, que pode tolerar isso. Não é agradável, mas também não
destrói você. (Enfrentamento da vergonha)
Terapeuta: Vamos agora simular uma
situação. Imagine que você está em uma entrevista e pensa: “eu tenho que ir
bem, senão sou um fracasso”. Vou fazer o papel dessa voz crítica, e você vai
tentar me responder. (Dramatização – role-playing)
Paciente: Tá… vamos tentar.
Terapeuta (como voz irracional): Você tem que se sair perfeito
nessa entrevista. Se errar, isso prova que você é incapaz.
Paciente: Eu… eu gostaria de ir bem, mas
não preciso ser perfeito…
Terapeuta: Continua, seja mais firme.
Paciente: Eu posso errar e ainda assim não
ser um fracasso. Isso não define quem eu sou. (Dramatização – role-playing)
Terapeuta: Muito bom. Agora vamos inverter:
você faz o papel da voz crítica, e eu vou responder. (Dramatização – role-playing reverso)
Paciente: Ok… “Você tem que dar certo,
senão é um fracasso.”
Terapeuta: Não, eu não tenho que. Eu
quero dar certo, mas posso lidar com falhas. Errar não me transforma em um
fracasso como pessoa.
Paciente: Parece mais lógico quando você
fala…
Terapeuta: E esse é o objetivo: você
praticar isso até conseguir falar com a mesma convicção para si mesmo. (Dramatização
– role-playing)
VI.
TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS
As técnicas comportamentais assumem papel essencial
ao permitir que o indivíduo teste, na prática, novas formas de lidar com
situações temidas, reforçando crenças mais racionais e funcionais:
(1) Exposição
in vivo ou dessensibilização: consiste
em encorajar o indivíduo a enfrentar, de maneira gradual e deliberada, as
situações que evita por medo ou desconforto emocional. Diferentemente da evitação,
que proporciona alívio imediato, mas mantém e intensifica o problema a longo
prazo, a exposição promove o desenvolvimento da tolerância à frustração e à
ansiedade.
(2) Modelagem
de comportamento: o indivíduo é orientado a estabelecer recompensas
para si mesmo após a realização de tarefas difíceis ou evitadas, como estudar,
trabalhar ou enfrentar uma situação temida. Essas recompensas podem incluir
atividades prazerosas previamente definidas, funcionando como incentivo para a
ação.
(3)
Treinamento de habilidades: o terapeuta auxilia o indivíduo a desenvolver
habilidades específicas, como assertividade, comunicação eficaz, resolução de
problemas e regulação emocional.
Considere abaixo um exemplo de uma
sessão terapêutica simulada de um caso de fobia em que essas técnicas são
aplicadas:
Terapeuta: Você comentou que evita falar em
público porque sente que vai ser julgado. O que você imagina que aconteceria se
tivesse que falar hoje?
Paciente: Eu acho que eu travaria… as
pessoas iam perceber que eu estou nervoso… e iam me achar incompetente.
Terapeuta: E o que você faz quando surge
uma situação assim?
Paciente: Eu evito. Sempre dou um jeito de
não participar.
Terapeuta: Faz sentido que você evite, isso
reduz a ansiedade no momento. Mas também mantém o medo. Então vamos começar a
trabalhar diferente: em vez de evitar totalmente, vamos criar uma escala de
exposição. Qual seria uma situação bem leve, que você conseguiria enfrentar?
(Exposição in vivo)
Paciente: Talvez… falar algo curto em um
grupo pequeno.
Terapeuta: Ótimo. Esse pode ser o primeiro
passo. Você não precisa começar com algo grande. A ideia é ir enfrentando aos
poucos, mesmo com ansiedade, para perceber que consegue suportar. (Exposição in vivo)
Terapeuta: Agora, vamos pensar em como te
motivar a fazer isso, mesmo com desconforto. Existe alguma coisa que você gosta
muito de fazer no seu tempo livre?
Paciente: Gosto de jogar e ver séries.
Terapeuta: Perfeito. Então vamos combinar o
seguinte: você só se permite essa atividade depois de cumprir a tarefa que
combinamos, como participar dessa fala curta. (Modelagem de comportamento)
Paciente: Tipo uma recompensa?
Terapeuta: Exatamente. Você está treinando
seu cérebro: primeiro enfrenta, depois recebe algo positivo. Isso aumenta a
chance de repetir o comportamento. (Modelagem de comportamento)
Paciente: Entendi… isso pode ajudar a me
empurrar.
Terapeuta: Agora vamos trabalhar uma
habilidade que pode te ajudar diretamente nessa situação. Se você fosse falar
algo em um grupo, o que diria?
Paciente: Eu fico meio perdido… não sei
como começar.
Terapeuta: Vamos treinar aqui. Imagine que
estamos em uma reunião e você quer dar sua opinião. Tente algo simples e
direto.
Paciente: Talvez… “eu acho que…” — mas eu
travo.
Terapeuta: Vamos estruturar melhor: “Eu
gostaria de acrescentar um ponto…” ou “Na minha opinião…”. Tente repetir.
(Treinamento de habilidades)
Paciente: “Eu gostaria de acrescentar um
ponto…” — assim?
Terapeuta: Isso. Claro, direto e assertivo.
Agora vamos repetir algumas vezes até ficar mais natural. (Treinamento de
habilidades)
Paciente: Parece simples… mas praticando
aqui fica mais fácil.
Terapeuta: Exatamente. Você não está só
enfrentando o medo — está se preparando para agir melhor quando estiver lá.
(Treinamento de habilidades)
_______________________________
Para construção
deste texto foi utilizado o Notebook KLM para extrair
informações das seguintes referências:
ELLIS, Albert; BERNARD, Michael E. (Ed.). Clinical applications of
rational-emotive therapy. New York: Plenum Press, 1985.
ELLIS, Albert. Overcoming destructive beliefs, feelings, and
behaviors: new directions for rational emotive behavior therapy. Amherst:
Prometheus Books, 2001.
ELLIS, Albert; JOFFE ELLIS, Debbie. Rational emotive behavior therapy. Washington, DC: American Psychological Association, 2011.
Além disso, para sistematização das ideias foi
utilizado o Cognitive Behavioral
Therapy By uni.com.ai, modelo de IA no Chatgpt.

Comentários