sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

BASES BÍBLICAS DA DOUTRINA DA TRINDADE

       A doutrina da Trindade tem sido apresentada e defendida, tanto do ponto de vista histórico, quanto do ponto de vista filosófico. O objetivo deste artigo é apresentar e defender o dogma trinitário especialmente do ponto de vista bíblico. Cremos ser a doutrina da triunidade de Deus o coração do Cristianismo, sem o qual os grandes dogmas da Teologia Cristã desabam. Reconhecemos ainda as profundas implicações soteriológicas da teontologia trinitariana, seja pelo fato de que são as pessoas divinas que estabeleceram, executam e aplicam o grande plano salvífico (Efésios 1.3-14), seja porque é impossível que alguém seja salvo rejeitando crer na divindade de Cristo (João 8.24; Romanos 10.9). Estabelecido isso, definiremos o dogma trinitário e apresentaremos as bases escriturísticas de sua verdade.

DEFINIÇÃO DA DOUTRINA DA TRINDADE

       “Trindade” é o nome que se dá a crença de que existe uma unidade substancial em Deus e uma trindade na Sua subsistência. Essa dedução é baseada em três pressupostos bíblicos:(1) Unicidade: O ensino de que há absolutamente um só Deus e que Deus é absolutamente um só (Deuteronômio 6.4; 1 Timóteo 2.5; Marcos12.32; 2 Samuel 7.22; Romanos3.30; Tiago 2.19); (ii) Deidade: A deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é absoluta (1Coríntios8.6; Filipenses 2.11; João1.1; Hebreus1.8; Colossenses2.9; Judas.4; 2Coríntios3.17-18; Romanos8.9) e (iii) Distinção: Existe uma distinção subsistencial real entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo (João8.17-18; Atos7.55; João 14.26; Mateus 3.16,17; 12.31-32). Outros conceitos também são importantes para compreender a doutrina:


CONCEITOS TRINITÁRIOS

Natureza divina
       Se refere ao conjunto dos atributos essenciais do ser de Deus, isto é, aquilo que Deus É em si mesmo, tais como Onipotência, Onipresença, Onisciência, Eternidade e Imutabilidade e das suas qualidades comunicáveis: amor, verdade, justiça, santidade, racionalidade dentre outras perfeições. Essa natureza é indivisível, isto é, não pode ser dividida entre três pessoas. A Bíblia fala da natureza divina em 1 Pedro 1.4 para dizer que os salvos participam nos atributos comunicáveis de Deus, e Paulo fala sobre sermos cheios da plenitude divina em sentido de origem, discorrendo especialmente do enchimento do crente da plenitude do amor de Cristo (Efésios 3.14-19), no sentido mais essencial se usa theotetos em Colossenses 2.9, apresentando, agora em sentido possessivo, para o fato de que Cristo reúne em Sua natureza os atributos essenciais da deidade.

Pessoa
       Não se refere a um ser ou indivíduo em separado, mas tem um significado especial dentro da fórmula trinitária. O termo “pessoa” é usado para falar dos três distintos modos de subsistências pessoais (não manifestações) de Deus. É importante ter cuidado, portanto, para não confundir o termo pessoa com a ideia de indivíduo em separado.  Deus existe como um único Indivíduo, mas subsiste em três Pessoas (Subsistentias) distintas. O termo "pessoa", portanto, se refere aos três modos ou formas em que a essência divina subsiste (Subsistenzweise). Em termos de predicação, o termo "pessoa" é aplicado a Deus em sentido analógico, querendo dizer que na essência divina subsistem três "quens" ou três "sujeitos"
       A distinção das pessoas divinas é constantemente ensinada nas Escrituras. O Conselho divino na Criação é descrito em termos plurais (Gênesis 1.26). Nessa ocasião o Filho estava para com (en pros ton) o Deus, com destaque para a distinção “o Deus” (ton Theon) com "Deus" (Theos) – João 1.1, a possibilidade de cometer pecado contra uma das pessoas somente (Mateus 12.32) e a apresentação da relação entre Jesus e o Pai como duas pessoas distintas (João 8.17-18; Atos 7.55). Essa distinção, fique claro, não é modal, formal ou meramente aparente e econômica, mas real. Porém não é uma distinção de separação e individualidade, mas apenas de subsistência.
  
Filiação Eterna do Filho e Procedência do Espírito

       Jesus é chamado nas Escrituras de o Filho Unigênito (João 1.18) e Ele mesmo afirmou que Seu Pai:  “concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. ” (João 5.26). Ainda Colossenses 1.19 diz: “foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse”. (Embora a palavra “Pai” seja apenas subtendida nesse texto). A geração do Filho é um ato eterno, isto é, acontece fora do tempo. Deus, o Pai gera eternamente a Pessoa (Subsistência) do Filho, mas não a essência. Portanto, o Pai é a base para gerar uma segunda pessoa e fazer habitar nessa pessoa a essência divina completa. Pode-se dizer que o Pai é “o Princípio” do Filho e que Ele concedeu ao seu Filho ter a vida inerente a Ele mesmo. Como essa geração é eterna e em relação a subsistentia, ela não implica uma subordinação ontológica, nem torna contingente a existência do Filho. Quanto ao Espírito Santo, entendemos que Ele procede do Pai e do Filho (João15.26). O Espírito Santo é, portanto, um “Dom comum” de ambos, ele sai do Pai não como gerado, mas como Dom.

Subordinação Econômica

       Se refere a hierarquia funcional (não ontológica) presente nas relações (não na natureza) das Subsistentias de Deus. Assim o Pai é maior que o Filho e o Filho é maior que o Espírito Santo economicamente. Alguns entendem que essa subordinação é baseada nas relações eternas entre as pessoas divinas e outros que essa subordinação é temporal. 
     A subordinação do Filho ao Pai é evidenciada pelo fato de que Jesus chama o Pai de Deus, mas o Pai nunca chama o Filho de seu Deus (João 20:17; Apocalipse 3:12; Mateus 27:46; Marcos 15:34), as Escrituras afirmam que o Pai é maior que o Filho (Mateus 20.23; João 14.28; 1 Coríntios 11.3; 15.24-28), e descreve o Filho como Servo do Pai (Zacarias 3.8; Mateus 12.18; Lucas 22.42; João 4.34; 5.30. 6.38; 8.29). Também, em referência a humanidade, Jesus é menor em conhecimento (Lucas 2.52), e em poder (João 8.28). O Espírito Santo também é menor que o Pai e o Filho, isso fica claro em João 16.13-15: “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. ” Não obstante, deve-se tomar cautela para não confundir essa hierarquia econômica com subordinação ontológica. Essencialmente na Trindade não há maior, nem menor.

UNIDADE DE DEUS

       As pessoas divinas são claramente descritas como o Único. O Pai é o Único (João 17.3), o Filho é o Único (1 Coríntios8.6; Judas 1.4; Mateus 23.8, 10) e também o Espírito Santo (Efésios 4.4). Essa unidade não é composta, mas absoluta e simples.
      A unidade de Deus não pode ser dividida, separada ou repartida em três. Isso é importante, pois não existe ninguém que seja parte de uma Trindade, nem há qualquer forma de composição na natureza divina. Também, Deus é um só Ser ou Indivíduo. Não existem três seres em Deus, antes Deus é um só Indivíduo. Sua natureza, também, é absolutamente simples, sendo impossível ver nela outra coisa que não seja o uno. Ela não pode ser repartida entre três pessoas, nem pode abrigar em seu seio três substâncias, não pode haver na natureza divina nada que não seja a unicidade absoluta da divindade. Assim a distinção das pessoas divinas é a nível apenas da subsistência, não da essência.
      Ainda, Deus é o Único Ser absoluto que existe. Não existem outros “deuses” com Ele, nem mesmo “divindades menores”: “ Vejam agora que eu sou o único, eu mesmo. Não há deus além de mim. Faço morrer e faço viver, feri e curarei, e ninguém é capaz de livrar-se da minha mão. ”  (Deuteronômio 32:39). “Vocês são minhas testemunhas", declara o Senhor, "e meu servo, a quem escolhi, para que vocês saibam e creiam em mim e entendam que eu sou Deus. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. ” (Isaías 43:10). “Pois mesmo que haja os chamados deuses, quer no céu, quer na terra, (como de fato há muitos ‘deuses’ e muitos ‘senhores’), para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos. ” (1 Coríntios 8:5,6). Não se deve pensar nessa unidade como relativa ao contraste com os ídolos, ou como uma espécie de "exclusividade superlativa", mas como uma realidade metafísica absoluta.
      
A DEIDADE ABSOLUTA DAS PESSOAS DIVINAS

DEUS PAI

     As evidências para a deidade do Pai são apresentadas claramente nas Escrituras: “Para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos. ” (1 Coríntios 8:6). “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. ” (Filipenses 2:11). “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,” (1 Pedro 1:3).

DEUS FILHO

       A Bíblia também apresenta sólidas evidências para a deidade do Filho, tais como (i) A atribuição do papel de mediação e intercessão universal, que subtende o atributo de Onisciência e exercício de uma função divina (Hebreus7.26) (ii) Aceitação de adoração pela citação de Salmos 97.7 em Hebreus 1.6, pelo culto ao Cordeiro em Apocalipse 5.9-14, pelo fato de se dirigir-lhe orações (2Corintios12.8-9) (iii) Destaque de Cristo como de uma condição divina que lhe daria o direito de igualação funcional com o Pai (Filipenses2.6) (iv) Atribuição do título de eternidade "Primeiro e Último" (Apocalipse1.17; Isaías 44.6). (v) Atribuição de Onisciência (Apocalipse2.23, 1Reis 8.39) (vi) Ênfase em uma filiação divina em sentido único (João3.13, 16) (vii) Mudança de "nascer" (genésthai) para "ser" (eimí) em João 8.58, aduzindo ao Eu Sou (Egó eimi ho on) de Êxodo 3.14. Não pela identidade absoluta da construção, mas pelo significado do Existente (veja: Deuteronômio 32.39; Isaías 41.4; 43.10,13; 46.4; 48.12; 52.6)   e (viii) Passagens inteiras que objetivam exaltar a deidade de Cristo ( João1.1-18; Hebreus1.1-14; Apocalipse1.12-20). Mal entendidos quanto a natureza do Filho ocorrem quando (i) confunde-se a geração do Filho pelo Pai com criação; (ii) a Subordinação econômica com Subordinação ontológica e (iii) Confunde-se as características de sua humanidade com os atributos de Sua natureza divina.

DEUS ESPÍRITO SANTO

       O Espírito Santo, especialmente em Atos é retratado como Pessoa divina (1.6; 13.2; 15.28; 20.28; 21.11; 28.25). Ênfase especial em sua presença como pessoa real em relações de interpessoalidade: ‘’Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: ‘Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado’. ’’ (13.2) e “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês nada além das seguintes exigências necessárias” (15.28).
        Mal entendidos sobre a pessoalidade ou deidade do Espírito Santo ocorrem quando (i) ignora-se a revelação progressiva de Deus, em que o Espírito Santo ocupa a última etapa da plenitude da revelação trinitariana – isso acontece quando se levanta questões sobre a ausência do Espírito Santo em fórmulas binitárias ou sua aparente impessoalidade no contexto veterotestamnetário; (ii) se comete uma falácia etimológica: por atribuir com base nas palavras ruach e pneuma , impessoalidade ao Espírito divino; (iii) confusão quanto a figura de linguagens: isso se dá quando se entende textos históricos literais sobre o Espírito Santo como personificações e toma-se textos metafóricos como provas de sua impessoalidade, como quando se traz em mente seus símbolos e características como “derramar”, “ungir” e “encher”; (iv) cometer o erro de confundir teontologia divina com antropologia humana, quando se compreende o “Espírito Santo” como um elemento da natureza divina e (v) Confundir o Espírito Santo com o próprio Deus Pai, ignorando sua posição como uma terceira pessoa nas fórmulas trinitarianas e a sua apresentação distintiva nas Escrituras.

TÍTULOS DIVINOS
DEUS

     A palavra Deus (elohim/theos) é usada em quatro sentidos nas Escrituras: (i) metafórico: para comparar a relação Deus-Profeta-Ouvinte com Moisés-Arão- Faraó (Êxodo 7.1); (ii) idolátrico: para se referir aos deuses falsos e ídolos adorados por humanos (2 Coríntios 4.4); (iii) representacional: para descrever as criaturas que recebem autoridade de Deus para servirem como seus agentes representantes (Salmos 82.6) e (iv) ontológico: para se referir ao único Ser que possui natureza divina (1 Coríntios 8.6).
       Em sentido ontológico o termo é obviamente empregado ao Pai (Filipenses 2.11), em sentido representacional e ontológico ao Filho, como aquele que é o agente que recebe toda autoridade do Pai e aquele em quem habita a plena natureza Deus. Que o termo Theos aparece em sentido ontológico ao Filho, isso é evidenciado pela construção ton Theón, kai Theós, que pela sequência das sentenças sugere uma unidade de significado para “Deus” (João 1.1), por Cristo revelar-se como transcendendo o sentido representacional (João10.34-37) e pelas Escrituras requerem que aqueles que assumem o sentido representativo prestem adoração a Jesus (Salmos 97.7; Hebreus 1.6). O Espírito Santo também é descrito como o Representante pessoal de Deus para a Igreja (Atos 5.3-4).

SENHOR

       O termo “Senhor” (Adonai/Kyrios) também aparece em vários sentidos: (i) posicional: para descrever a posição de dominação de uma pessoa. (ii) pronominal: usado como um tratamento de respeito a uma pessoa importante e (iii) jeovístico: usado como sucedâneo do nome inefável de Javé.
       O nome Jeová é empregado várias vezes para falar de Deus, o Pai (Gênesis 15.2; Isaías 12.2; 25.8; 61.1; Ezequiel 36.23; Amós 6.9). Jesus é chamado de Senhor no sentido posicional (Atos 2.36), para falar da posição exaltada que o Pai lhe colocou após sua humilhação voluntária na Terra, mas também em sentido jeovístico como “Jeová” que criou por seu próprio poder o Universo (Hebreus 1.10 citando Salmos 102.25) e como o “um só Jeová” (1 Coríntios 8.6), em possível analogia com a Confissão do Shemá (Deuteronômio 6.4). Interessantemente, se no Antigo Testamento, Jeová aparece em destaque, no Novo Testamento, o jeovístico Kyrios em referência a Jesus assume esse lugar. Igualmente, o Espírito Santo é chamado de Jeová: “Ora Jeová (Kyrios) é o Espírito, e onde estiver o Espírito de Jeová ali há liberdade. E todos nós ao passo que com rostos desvelados refletimos como espelhos a glória de Jeová somos transformados de glória em glória, exatamente como feito por Jeová, o Espírito. ” (2Coríntios3.17-18).

A FÉ TRINITARIANA NO NOVO TESTAMENTO

       Encontra-se no Novo Testamento credos cristológicos que destacam a centralidade jeovística de Jesus no coração da Igreja Primitiva (1 Coríntios 15.3-4; Romanos 1.3-7; 8.34; Filipenses 2.5-11; 1 Timóteo 3.16; 2 Timóteo 2.8; 1Pedro 3.18-22; 1 João 4.2-15). Também encontramos as fórmulas binitarianas que destacam a relação especial de filiação eterna entre Jesus e seu Pai (1Coríntios 8.6; 1 Timóteo 2.5-6; 6.13; 2 Timóteo 4.1). Destacando as relações no interior da deidade encontramos cinquenta fórmulas trinitarianas só no Novo Testamento (João 14.26; Mateus12.31-32. Mtateus 3.16,17; Mateus 28.19; Lucas 1.35; Lucas 3.21-22; Marcos 1.9-11; Lucas 4.1-12; João14.16-20; João15.7-26; João 20.21-22; Atos1.1-6; Atos2.31,32,38,39; Atos5.31-32; Atos7.55-56; Atos10.38, 46,47,48; Atos15.8-11; Atos20.23,24,28; Atos28.23,25,31; Romanos1.4; Romanos5.5-6; Romanos8.2,3,9,16,17; 1Corintios6.11; 1Coríntios12.4,5,6,12,13,18; 2Coríntios1.21-22; 2Coríntios13.14; Gálatas3.11,13,14; Gálatas4.6; Efésios1.2,3,13; Efésios2.18,20; Efésios3.16,17,19; Efésios4.4,5,6; 1 Tessalonissenses1.4,5,6; 2Tessalonissenseses 2.13; Tito3.4,5,6; Hebreus2.3-4; Hebreus6.4,5,6; Hebreus9.14; Hebreus10.10,12,15; 1Pedro1.2; 1 João3.21,23,24; 1João4.13-14; Judas.20-21).

CONCLUSÃO

       Cremos e confessamos em conformidade com a Confissão de Fé de Westminster que: “Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho. ”  Que o Deus Triúno seja louvado!

FONTES:
A Conspiração Adventista - Ev. Luciano Senna, 2014
Artigo: Deus e o conceito de Pessoa - Bernada, Sesboüé. 
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD
Teologia Sistemática – Franklin Ferreira, Alyan Myatt, VIDA NOVA, 2007
Teologia Sistemática Vol 2 – Norman Geisler, CPAD, 2015
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
http://israelitas.com.br/estudos/estudosVer.php?id=19 



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