sábado, 30 de janeiro de 2016

7 PASSOS PARA INTERPRETAR A BÍBLIA CORRETAMENTE

            Não sou nenhum especialista em hermenêutica e exegese, mas creio poder expor aqui alguns passos básicos para se chegar a uma boa interpretação de alguma passagem da Bíblia Sagrada. Antes do passo 1, faça uma oração clamando a iluminação do Espírito Santo, depois você deve escolher uma passagem bíblica básica e fazer uma primeira leitura corrida dessa passagem. Escolha uma passagem com significado geral, não um fragmento mínimo sem sentido. 

       Passo 1 -  MÉTODO SOCRÁTICO: É comum ouvirmos “A Bíblia interpreta a si mesma”, “Um texto fácil explica um mais difícil”, “Procure o outro lugar na Bíblia que fale da mesma coisa”. Há algo de errado com essas regras hermenêuticas? Não exatamente, mas sim em fazer delas o primeiro passo metodológico de interpretação. O primeiro passo a ser usado diante de um texto bíblico base deve ser o método socrático, isto é, faça perguntas diante do texto. As perguntas a serem feitas são as seguintes: “Quem escreveu isto? ” “Quando e onde foi escrito? ” “A quem o texto se dirige? ” “O que o texto diz? ”, “O que esse texto afirma ou nega”. NÃO pergunte neste momento: “O que esse texto significa para mim? ” “Por qual motivo o autor escreveu isso? ” “O que esse texto sugere? ” ou “Qual é a aplicação desse texto?”
       Passo 2 -  ANÁLISE CONTEXTUAL: Respondendo às perguntas do método socrático faça uma análise contextual e gramatical. Na realidade o passo 1 e 2 são inter-relacionados e praticamente simultâneos.  Analise o texto dentro (i) do seu parágrafo (ii) do seu capítulo (iii) do conjunto de capítulos sobre o assunto (iv) do livro em geral (v) do pensamento geral do autor do livro e (vi) do contexto histórico. Também é útil comparar traduções e buscar o significado de uma palavra-chave na sua língua original, mas seja cauteloso para não cometer uma falácia etimológica: isto é confundir a ETIMOLOGIA de uma palavra com seu SIGNIFICADO.
       Passo 3: ANALOGIA DA FÉ: Agora sim, você pode procurar outros textos paralelos que falem do mesmo assunto ou que mantenham alguma relação com o texto base: faça com esses textos o mesmo feito com o texto base (passo 1 e 2). Feito isso verifique se as expressões iguais desses textos realmente têm significado análogo. Por ignorarem os passos 1 e 2 e pularem logo para o 3, muitos erros têm surgido. Corremos o risco de duas construções serem iguais e idênticas, mas com significados diferentes pois o contexto não é o mesmo. Os autores bíblicos, às vezes usam a mesma palavra com sentidos totalmente diferentes, por exemplo, a palavra "obras" para Paulo tem um significado totalmente diferente de "obras" em Tiago. Só depois de esgotado a análise do contexto dos textos que você poderá saber se esses textos são de fato paralelos.
       Passo 4: DEDUÇÃO LÓGICA: Organize as informações adquiridas até aqui e usando a lógica veja as conclusões que se pode deduzir delas. Suponhamos que o texto que você esteja analisando seja 2 Timóteo 3.16-17. Com os passos 1 e 2 você descobriu que esse texto ensina que “As Escrituras são a Palavra de Deus”. Com o passo 3 você chegou a Hebreus 6.18 e novamente usando os passos 1 e 2 descobriu que “Deus não pode errar”. O que se pode deduzir das informações: (i) “As Escrituras são a Palavra de Deus” e (ii) “Deus não pode errar”? Simples: “As Escrituras não podem errar”. (Para se sair bem nesse passo é importante estudar lógica dedutiva*).
       Passo 5: ANALOGIA COM A REVELAÇÃO GERAL: Compare a sua conclusão do passo 4 com as descobertas científicas, históricas, arqueológicas, etc. Uma conclusão clara de outras áreas do conhecimento pode ser usada para corrigir uma interpretação bíblica errônea. Por exemplo, se interpretando Apocalipse 7.4 você concluiu que a Terra é quadrada, mas é um ensino científico evidente que a Terra é esférica, isso é um sinal de que você precisa rever sua interpretação. O contrário também pode acontecer: Uma interpretação científica errônea pode ser corrigida por um ensino evidente da Bíblia Sagrada. A Bíblia e as evidências da Ciência não podem se contradizer: ou sua interpretação bíblica está equivocada, ou a análise dos cientistas das evidências disponíveis está errada.
       Passo 6: CORRELAÇÃO GERAL: Compare suas conclusões com outras doutrinas que você já conhece. Sua conclusão se encaixa ou se contradiz às outras informações que você já obteve?  O Sistema Geral das doutrinas cristãs não pode conter contradições internas. Se sua nova conclusão não se encaixar no sistema geral, revise todos os passos anteriores para descobrir onde errou. Se não houve erro, isso irá exigir uma revisão no seu sistema, mas antes vá ao passo 7.
       Passo 7: CONSIDERAR A CONCLUSÃO DE OUTROS: Compare seu sistema com o que dizem os pais da Igreja, os credos, as confissões, comentários bíblicos e os grandes exegetas da História. Todo aquele que ignora esse passo está condenado a repetir os mesmos erros já cometidos por outras pessoas. Pode ser que você tenha chegado a uma conclusão que na realidade é uma interpretação errônea que já foi refutada na História da Igreja ou por algum exegeta. Avalie se sua conclusão está de acordo com a ortodoxia histórica e os melhores exegetas, se não, veja se ela resiste aos argumentos da Teologia Histórica e dos exegetas ortodoxos. Em caso negativo será necessária uma nova revisão para encontrar o erro.

        Seguindo esses passos cuidadosamente creio ser possível chegar a uma compreensão mais exata das Sagradas Escrituras. Se você seguiu adequadamente todos os passos terá chegado a interpretação correta do texto que é uma só, só então poderá pensar nas múltiplas aplicações. Também, só agora você está autorizado a perguntar: “Qual a aplicação prática desse texto?”. Lamentavelmente muitos procuram a “aplicação do texto para si” sem passar pelos sete passos. Por fim, ore a Deus agradecendo pelas verdades reveladas e clame para que a graça divina te leve a uma teologia prática.

BIBLIOGRAFIA:
Geisler, N. (2015). Teologia Sistemática 1. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, especialmente capítulos 10 e 12; *estude o capítulo 5 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CONSIDERAÇÕES CRISTÃS SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE


       Em vista dos desafios contemporâneos em relação ao comportamento homossexual e sua crescente aceitação na sociedade ocidental, a Igreja Cristã deve olhar com cautela para essa questão. Devemos lembrar que o ensino bíblico deve ser considerado acima de quaisquer ilações sociológicas sobre o assunto. De fato, vivemos em um tempo em que o Liberalismo Teológico, em especial devido ao método histórico-crítico, tem feito surgir mesmo no seio da Cristandade, movimentos que negam a imoralidade da homossexualidade propondo uma releitura dos textos bíblicos e uma abertura eclesiástica aos homossexuais. Outros mantêm uma posição contra a homossexualidade relativizada, subordinada ao “politicamente correto”, efeito de um marxismo cultural, e por isso é possível ver pessoas que condenam a homossexualidade religiosamente, mas não absolutamente.

      Vamos dar uma olhada nas causas da homossexualidade e no que a Bíblia tem a nos dizer sobre o aspecto moral, bem como nas distinções entre disposição psicológica e expressão comportamental e entre decisão legalista e escolha consciente. Desse modo, será possível apresentar uma “visão cristã sobre a homossexualidade”.

CAUSAS DA HOMOSSEXUALIDADE

       Nessa primeira seção é importante fazer alguns esclarecimentos. Não se pretende buscar as causas da homossexualidade num sentido médico-etiológico. Não entendemos a homossexualidade como uma doença, nem propomos a ideia de “cura gay”1 O objetivo aqui é refutar a ideia de que a não-escolha na questão da atração homossexual seja um problema para o Cristianismo.
       A princípio é importante observar que o inatismo ou o biologismo homossexual é um equívoco e um reducionismo da sexualidade humana. De igual modo, o “psicologismo homossexual”, ou mesmo o “ambientalismo” constituem-se visões com as quais deve-se ter cautela. A causa ou causas da homossexualidade permanece(m) um mistério. Alguns proporiam a ideia de pareamento de estímulos condicionados, outros a influência de hormônios durante os períodos intrauterinos, ainda a genética, a epigenética, a identificação materna/paterna na infância entre outros.
       Deveríamos ser hesitantes quanto à ideia de causa única. É comum alguns acharem que a causa é unicamente ambiental, outros que é unicamente biológica. Há quem pense que se provar que alguém nasce homossexual terá refutado a moral cristã. Este não é o caso, já que a antropologia cristã compreende que todos nascem pecadores. As Escrituras dizem que nascemos mentirosos (Salmos 58.3), mas não deixa de condenar a mentira como pecado (Colossenses 3.9). A natureza pecaminosa herdada de Adão é capaz de produzir toda sorte de desejos desordenados. 2
       Mas têm algo de importante aqui, em relação às causas. Muitos “biologistas” apelam para a presença de supostos “comportamentos homossexuais” entre os animais. Parece haver um erro evidente nesse modo de pensar. Não somos animais! Não somos determinados fatalistamente a seguir nosso destino biológico. Somos humanos, e como tais, não somos guiados meramente por uma questão instintual. Que estranho, que alguns queiram reduzir a dignidade humana ao colocar o homem como um animal fadado ao seu destino biológico, apregoando uma vida hedonista, segundo a qual a felicidade está em viver de acordo com os seus desejos. A Bíblia, por outro lado, traz uma visão que valoriza a dignidade humana.

VISÃO BÍBLICA

       Desde os tempos do Velho Testamento, a condenação da homossexualidade é objetiva. Deus abomina os que praticam a homossexualidade: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Levítico 18:22). A Lei Teocrática do Antigo Testamento exigia a pena de morte aos seus praticantes: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. ” (Levítico 20.13). 
       No Novo Testamento Jesus ratifica as leis de moral sexual do Antigo Pacto (Mateus 5.17-18), e passa a condenar como porneia toda prática que se desvia da relação sexual lícita (Marcos 7.21-22). Obedecendo aos ensinos da Lei Antiga e de Jesus Cristo, o apóstolo Paulo reafirma com clareza a posição judaico-cristã:

Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. - Romanos 1:26 – 27

       Estaríamos sendo mentirosos, caso querendo ser politicamente corretos, disséssemos que a homossexualidade é um pecado como qualquer outro. Paulo fala da homossexualidade como um exemplo primário de impiedade 3, sinal de um povo que chegou aos últimos estágios de depravação. Isso acontece quando ocorre uma inversão da ordem criacional natural: troca-se a verdade de Deus pela mentira, a criatura toma o lugar do Criador, e a homossexualidade usurpa a ordem criacional “macho e fêmea”. Além de idolatrar as coisas deste mundo, o homem passa a adorar a si mesmo, envolvendo-se em relações narcísicas, pois ignorando a alteridade, passa a se unir com um “outro”, que na realidade, em gênero, é um de “si mesmo” (cf. Romanos 1.18-25).

       O apóstolo Paulo descreve os praticantes da homossexualidade como pessoas que não terão lugar no Reino de Deus. “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. ” (1 Coríntios 6:9-10; cf. 1 Timóteo 1.10).

       Muitos, dispostos a negar a verdade de Deus, distorcem deliberadamente as Escrituras para satisfazer seus desejos egóicos. Alguns querem invalidar a ordenança de Levítico, confundindo-a com as interdições cerimoniais de Levítico 19.28-29 (“Não cortem o cabelo, arredondando­o nos cantos da cabeça, nem cortem também os cantos da barba, tal como fazem os pagãos. Tão pouco devem dar-se golpes na vossa carne ou fazer marcas na pele a título de ritos funerários, por causa de alguém que tenha morrido. Eu sou o Senhor”). Outros, a despeito da ratificação de Cristo da Lei moral, querem fazer soar nos discursos de amor do Nazareno uma aceitação da distorção do amor conjugal. Há ainda aqueles ávidos a relativizar culturalmente os ensinos paulinos, ignorando sua clara posição de um casamento heterossexual com submissão feminina, o que não faria o mínimo sentido se houvesse da parte dele qualquer apoio ao “casamento gay” (cf. Efésios 5.22-33; 1Coríntios 11.3; 1Pedro 3.1). As Escrituras são claras: A homossexualidade é uma abominação perante Deus.

DISTINÇÕES IMPORTANTES

        É importante distinguir a disposição psicológica da homossexualidade da expressão comportamental da mesma. A atração homossexual involuntária advinda da natureza pecaminosa adâmica é desordenada, não obstante, não devemos exigir que Deus, nesta vida, sempre "cure" a pessoa dessa atração, visto que, enquanto vivermos neste mundo, teremos uma natureza pecaminosa. Apesar disso, o cristão deve se afastar da expressão comportamental na forma de estimulação de desejos impuros (pornografia, masturbação, pensamentos lascivos...) e da prática propriamente dita (relação sexual).
       Devo reconhecer que existe um sentido em que mesmo a disposição psicológica ou atração homossexual pode ser considerada pecaminosa, na medida em que ela constitui uma disposição ou configuração desordenada, fruto de nossa natureza pecaminosa. Não obstante, ter em mente que os heterossexuais também têm uma natureza pecaminosa e que, por sua vez, seus desejos sexuais não estão totalmente isentos da mancha do pecado, não coloca a questão da impureza natural como um problema distintamente homossexual, mas sim como um problema humano.
       Alguns neste ponto podem indagar: Pode um homossexual, ter felicidade verdadeira, renunciando aos seus impulsos sexuais?4 Primeiro, alguém que não expressa comportamentalmente e habitualmente uma sexualidade homossexual, apesar de sua disposição psicológica, não possui uma identidade homossexual. Nesse sentido, não existe “homossexual cristão”.
       No entanto, quando se fala de alguém com tendências homossexuais, mas que decidiu abrir mão de sua sexualidade por causa de suas crenças, estamos falando de dois grupos de pessoas: (i) aqueles que reprimem sua sexualidade simplesmente porque sua religião diz que é errado (decisão legalista), (ii) aqueles que voluntariamente fazem a escolha de abrir mão de sua vida sexual por uma vida de prazer na presença de Deus (escolha consciente).
       O Cristianismo convida as pessoas a fazerem parte do grupo ii, atenderão a esse chamado àqueles nos quais a graça de Deus opera, levando-os a unir-se ao sacrifício de Cristo. Tais pessoas não reprimem neuroticamente seu prazer sexual, ao invés disso o transfere, sublima, canaliza para atividades ainda mais prazerosas, como a oração, o altruísmo e atividades espirituais. Elas abrem mão da sua sexualidade não porque se submetem a um conjunto de regras legalistas, mas porque escolheram abrir mão da homossexualidade voluntariamente. Tais pessoas são felizes, desfrutando de uma paz interior plena, pois vivem a vida que elas escolheram viver. A realidade, no entanto, é que foi Deus quem as escolheu para viverem dentro do padrão moral Dele.

CONCLUSÃO

       Ficou claro que algo é pecado ainda que haja a possibilidade de que isso seja inato, pois o que define o que é pecado são os mandamentos de Deus, e não a causa desse algo. O ensino bíblico, conforme revelado por Deus, é o de que a prática homossexual constitui em um grave pecado contra a ordem criacional e como tal, é enojada pelo Criador. É importante ter em mente que o cristão não precisa se desesperar por ter uma disposição psicológica ou atração homossexual em si, mas que ele precisa se santificar lutando contra a expressão comportamental desse pecado. Por fim, o Evangelho chama ao arrependimento, a uma vida de santidade e ao amor de Deus todos aqueles que praticam a homossexualidade, e reafirma a possibilidade dos eleitos que tem desejos homossexuais de viverem a vontade preceptiva do Criador por meio de Sua graça. Por fim, defendemos claramente a nossa convicção pela absolutidade da Moral Cristã diante do fenômeno degradante que se desdobra na sociedade.

FONTES:



domingo, 24 de janeiro de 2016

SEITA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

       A religião das Testemunhas de Jeová não é uma Igreja Cristã, mas uma seita. Essa posição é negada pela Organização Torre de Vigia, que entende que “Longe de ser uma seita perigosa, a religião das Testemunhas de Jeová beneficia seus membros e outras pessoas. ” 1 Contudo, a verdade de uma religião não é determinada pragmaticamente, as Testemunhas de Jeová negam os pilares básicos da Ortodoxia Cristã, e não se pode pensar que alguém seja verdadeiramente salvo sendo fiel aos ensinos básicos dessa religião.
       A princípio é importante definirmos o sentido em que a palavra seita é usada neste artigo. A palavra “Seita”, conforme usada aqui, se refere a todo grupo religioso que nega as doutrinas centrais do Cristianismo, em especial (mas não só) as relacionadas à Salvação, Bíblia e Trindade, representadas pelo acrônimo SBT2:

  • S: Salvação pela Graça, sem méritos humanos – Efésios 2.8-9
  • B: Bíblia como Palavra de Deus e única regra de fé – João 17.17
  • T: Trindade: Um só Deus subsistindo em Três Pessoas distintas – Mateus 28.19 3

       Vejamos de maneira geral um pouco sobre as Testemunhas de Jeová:

BREVE RESGATE HISTÓRICO4, 5, 6

  1870: Charles Taze Russell lidera um grupo de estudantes da Bíblia 
  1876: O ano de 1914 é marcado como a data do Fim da Era Cristã
  1879: A revista a Sentinela condena toda a Cristandade como a “Babilônia”
  1882: Ocorre a publicação de um artigo contra a Trindade
  1884: É Fundada a Sociedade Torre de Vigia
  1909: A Sociedade Torre de Vigia muda para Brooklin – NY
  1916: Morte de Charles Taze Russel
  1918: Prisão de Joseph Rutherford, sucessor de Russel.
  1919: Rutherford é liberto da prisão.
  1931: Os estudantes da Bíblia adotam o nome Testemunhas de Jeová
  1950: É Publicada a Tradução do Novo Mundo e a partir de então a religião cresce.

       A História das Testemunhas de Jeová é marcada por várias profecias falsas não cumpridas, como marcação de datas para o Amargedom, a exemplo de  1914 e 1915 (Fim dos governos humanos), 1918 (Queda da Cristandade), 1925 (Ressurreição dos patriarcas), 1975 (Milênio). Além de 330 mudanças de crenças, sendo a última (a qual tenho informação até a data desta publicação) relacionada ao início do que eles chamam de “cativeiro babilônico”. A mudança é explicada na Sentinela de 1 de Março de 2016 7.
       Segue-se alguns exemplos de ensinos que mudaram e hoje não são ensinados mais: A porta do céu fechou em 1935, pode-se comemorar natal e aniversários, Jesus merece adoração relativa, as autoridades de Romanos 13.1 são Deus e Cristo, os sodomitas serão ressuscitados8, transplante de órgãos é canibalismo, vacinação é pecado, a Pirâmide de Gezé é a pedra de Testemunho de Deus, a presença de Cristo começou em 1874, Miguel em Apocalipse é o Papa; a geração de 1914 vai estar viva no Amargedom.

CRENÇAS SOBRE A BÍBLIA

       Na prática, as Testemunhas de Jeová dão mais autoridade às publicações da Torre de Vigia, do que à própria Bíblia, seja por ensinar que só a organização pode interpretá-la corretamente, seja por dizer que a leitura da Bíblia somente não é suficiente para compreender o plano divino (confira: 1 João 2.27):

Assim, a Bíblia é um livro de organização e pertence à... organização, não a indivíduos, não importam quão sinceramente creiam poder interpretar a Bíblia... a Bíblia não pode ser devidamente interpretada sem ter presente a organização visível de Jeová Deus.(A Sentinela, 1968).9
“...as pessoas ao estudarem apenas a Bíblia não podem discernir o plano divino... se alguém puser de lado os Estudos das Escrituras [isto é: as publicações da Organização], ... após os ter lido por dez anos – se então os puser de lado e ignorá-los ... dentro de dois anos estará em trevas. Por outro lado, se tivesse lido os Estudos das Escrituras [isto é: as publicações da Organização], com suas referências, e não lessem uma página da Bíblia sequer, esse alguém estaria na luz no fim de dois anos...” (A Sentinela, 1910).10

       A versão da Bíblia das Testemunhas de Jeová, chamada de Tradução do Novo Mundo também apresenta vários erros, tais como, o acréscimo do nome “Jeová” 237 vezes no Novo Testamento, a substituição de “cruz” por “estaca”, a tradução “A Palavra era um deus” em João1.1, a substituição de “Espírito” por “força ativa” em Gênesis 1.2 e a tradução “prestar homenagem” ao invés de “adorar” em Hebreus 1.6.

CRENÇAS SOBRE DEUS

       As Testemunhas de Jeová negam os ensinos bíblicos de que há um só Ser divino (1 Coríntios 8.5-6), de que Deus é Onipresente (Jeremias 23.23-24; 1 Reis 8.27) e de que Ele sabe todas as coisas (Hebreus 4.13). Além de ensinarem que Deus tem copo11:

Sabemos que é comum as pessoas dizerem que há somente um Deus, mas não é isso que a bíblia ensina. Ela diz que há somente um Deus todo poderoso e esse é jeová que merece nossa adoração. Entretanto ela ensina que outros seres são considerados divindades secundários por terem origem em jeová, mas não devem ser adoradas.(Daniel Oliveira)12
Muitas pessoas acreditam que Deus é onipresente, ou seja, que ele está literalmente em todo lugar e em tudo...segundo a Bíblia, Jeová Deus tem um lugar de morada...O fato de Jeová ter um lugar de morada indica que ele não está em todos os lugares ao mesmo tempo13
A ideia de que Deus ‘sabe tudo’ pode facilmente levar alguns a concluir que Deus sabia de antemão que Adão e Eva o desobedeceriam...Jeová usa sua habilidade de prever as coisas de forma seletiva, quando isso é necessário e de acordo com as circunstâncias.14

CRENÇAS SOBRE JESUS

       As Testemunhas de Jeová ensinam que Jesus é um deus poderoso, a primeira criatura de Jeová e o arcanjo Miguel. Ensinam também que Jesus não morreu numa cruz, e que seu corpo foi destruído ou “evaporou” depois de sua morte. Alegam que Jesus ressuscitou apenas como espírito. Em contraste, a Bíblia dá indicações de que o arcanjo Miguel não é Jesus (Daniel 10.13), de que Cristo morreu numa cruz de braços abertos (João 20.25; Mateus 27.37) e ensina que Ele ressuscitou em corpo físico (Lucas 24.39). Além disso, a Bíblia Sagrada apresenta Jesus como Deus absoluto:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com o Deus e Deus era o Verbo. Ele estava no princípio com Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito - João 1:1-3
Senhor, foste tu quem fundou a Terra e fizeste o universo com as tuas mãos, contudo, isso um dia desaparecerá, mas Tu permaneces para sempre, tudo acabará como roupa velha e Tu os mudarás como vestuário que deixa de ser usado, mas Tu és sempre o mesmo e tua vida não tem fim. - Hebreus 1:10

CRENÇA SOBRE O ESPÍRITO SANTO

       A Torre de Vigia nega o ensino bíblico de que o Espírito Santo é uma pessoa divina (Atos 13.2) e o próprio Jeová (2 Coríntios 3.17-18). O ensino jeovista é de que o espírito santo é a força ativa onipresente e invisível de Jeová:

O espírito santo é a mesma força que Deus usou para criar o universo. Podemos ver isso no segundo versículo da Bíblia. Gênesis 1.2 diz ‘A força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas. ’ ... O espírito santo é a força ativa invisível que Deus usa para realizar seu propósito e expressar sua vontade.15

CRENÇAS SOBRE A SALVAÇÃO16

        Ensinam que há salvação somente sendo fiel aos ensinos da organização Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová:

Aqueles que desejam a salvação têm de vir à organização de Jeová, e encontrar entrada nela e permanecer ali permanentemente - The Watchtower, 1951
... o testemunho dado agora ainda inclua o convite de vir à organização de Jeová para a salvação” – Sentinela, 1981
Mas, se nos afastarmos da organização de Jeová, não haverá outro lugar para ir em busca de salvação - A Sentinela, 1993 17

       A religião das Testemunhas de Jeová divide os salvos em dois grupos, ignorando o ensino bíblico de que o povo de Deus seria “um só rebanho” (João 10.16):

·          144000: filhos de Deus, serão poderosas criaturas espirituais no céu, nascem de novo, são batizados com espírito santo, participantes do Novo Pacto, podem comer da Santa Ceia, os ungidos, têm Jesus como Mediador.
·          Grande Multidão: População de súditos do Reino. Poderão perder a salvação nos primeiros 1000 anos no paraíso. “Deus não as adota como filhos espirituais, assim como faz com os 144.000.”  (Sentinela, Fevereiro de 1988)18


CONCLUSÃO

       Diante dos absurdos ensinados pelas Testemunhas de Jeová, cabe a nós com tato pregarmos a elas a verdade, tomarmos cuidado com suas heresias de perdição e demais erros doutrinários, além de orarmos por elas. A Organização Torre de Vigia é um instrumento usado pelo Maligno que têm levado muitas pessoas sinceras ao erro e ao engano. Sigamos as instruções de Paulo:

Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos aparentemente convincentes. Porque, embora esteja fisicamente ausente, estou presente com vocês em espírito, e alegro-me em ver como estão vivendo em ordem e como está firme a fé que vocês têm em Cristo. Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude. - Colossenses 2:4-10


FONTES

4Testemunhas de Jeová (2014)O Reino de Deus já Governa! 

sábado, 16 de janeiro de 2016

SALVAÇÃO

O Texto abaixo foi escrito por Lúcio Reis de Andrade, e portanto pode não apresentar ponto a ponto minha opinião. Caso você também queira colaborar com um texto para este Blog, é só me enviá-lo em arquivo word (texto em Times New Roman 12, espaçamento 2 e justificado) que ele pode ser publicado com os devidos créditos a quem escreveu. Email para enviar o arquivo word: araguaribrunosqueiroz@gmail.com


Não é fácil definir o conceito ‘’salvação’’, pois não é uma palavra exclusiva do cristianismo. A palavra também tem seu significado no meio secular e pagão. Além disso, o significado também é amplo e complexo, pois sempre vem acompanhado de outras palavras: eleição, chamado, livramento, regeneração, conversão, justificação, adoção, arrependimento, etc. Vejamos o que diz a Bíblia de Estudo de Genebra, na página 1556:
‘’Deus ofereceu aos pecadores um modo de escapar do castigo eterno que os aguarda. Se tivermos verdadeira consciência do nosso pecado e situação miserável e compreendermos a misericórdia de Deus em Cristo Jesus, e se nos afastarmos do pecado com arrependimento e tristeza e aceitarmos a Cristo, confiando somente nele para a nossa salvação, seremos poupados da ira justa de Deus contra os pecadores. Em vez de experimentarmos essa ira, seremos unidos com Jesus, nossos pecados serão perdoados, Deus nos considerará justos aos seus olhos e nos abençoará abundantemente por toda a eternidade’’.
Como diz no Dicionário Bíblico Wycliffe, na página 1774, assim podemos definir o que é a salvação:
‘’Entendida de forma ativa, a salvação é a obra completa de Deus que consiste em trazer homens do estado de pecado ao estado de glória através de Jesus Cristo, o Deus-homem. No estado anterior, o homem está espiritualmente morto e sujeito à ira divina; neste último, ele está sob a graça de Deus, e experimentando a vida eterna. Entendida de forma passiva, a salvação é um presente completo a ser desfrutado pelos verdadeiros crentes em Cristo, a oferta de si mesmo que foi feita por Deus através de seu Filho’’.
Em outras palavras, a salvação é o processo preparado por Deus para livrar o homem da ira divina. Visto que o homem, pelo seu próprio esforço ou pelas boas obras não pode se salvar, nem sequer buscar a Deus por si próprio (Rm 1:19-21, 3:9-12, 3:20-23; Ef 2:8-9), Deus teve que preparar e prover um processo. Neste processo, Jesus Cristo é a figura central, por meio do qual o homem é salvo da ira de Deus. Mas, qual a causa da ira de Deus contra o homem? A resposta é uma só: o pecado, o qual separa Deus e o homem (Is 59:2). Deus é santo (Is 6:3, 1Pe 3:16), é luz, nele não há trevas alguma (1Jo 1:5), não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta (Tg 1:13) e odeia o pecado (Dt 25:16; Sl 5:4, 11:5; Zc 8:17; Lc 16:5). 

Conceito da Palavra ‘’Salvação’’ no AT e NT

Tendo visto o conceito da palavra ‘’salvação’’ em uma definição simplificada, vamos trazer o significado da palavra no hebraico e grego, as línguas originais do Antigo e Novo Testamento, respectivamente.
 Yasha: é a raiz mais importante no hebraico no que tange à salvação. Significa ‘’liberdade daquilo que prende ou restringe’’. Portanto, o verbo significa soltar, liberar, dar comprimento e largura a algo ou alguém. Os substantivos que possuem origem nesta raiz trazem significado como ato de libertar quanto o de resgatar (1Sm 11:9), além de transmitir o estado resultante de bem-estar, segurança, prosperidade (2Sm 23:5, Sl 12:6) e vitória sobre os adversários (2Sm 23:10-12, Sl 98:1). O particípio deste verbo é a palavra traduzida como ‘’Salvador’’, ‘’moshia’’, da qual vem a palavra ‘’Josué’’ e sua forma grega, Jesus, ambas significam: ‘’Yahweh salva’’.
Soteria, sozo, soter: já no NT, o conceito da palavra ‘’salvação’’ é mais relacionado a Jesus e a salvação concedida por Deus, que é o livramento de sua própria ira. Porém, assim como no AT, também possui significado de livramento de algum perigo, doença ou morte física.
1.                      Soteria: significa ‘’cura’’, ‘’recuperação’’, ‘’remédio’’, ‘’resgaste’’, ‘’redenção’’ ou ‘’bem-estar’’. No NT, o termo se refere ao livramento material e temporal de perigo e apreensão (At 7:25; At 27:34; Fp 1:19; Hb 11:7); ao livramento espiritual e eterno concedido imediatamente por Deus por meio do arrependimento e fé em Cristo (At 4:12; Rm 10:10; Ef 1:13); a atual experiência do poder de Deus em livrar da escravidão do pecado (Fp 2:12; 1Pe 1:9).
2.                      Sozo: significa ‘’livrar’’, ‘’salvar’’ e ‘’proteger’’. Este termo grego tem diversos usos: manter a salvo, preservar ou livrar da morte física (Mt 8:25, Mc 3:4, Lc 6:9, Jo 12:27, At 27:20-31, Hb 5:7); salvar da morte física, curar, restaurar a saúde e na forma passiva: ser curado, recuperado (Mt 9:21-22; Mc 5:23,28,34; Lc 7:50; Jo 11:12; At 4:9; Tg 5:15); e por último é relacionado a salvação da morte eterna, do pecado e da punição e infelicidade que resultam do pecado. Neste último caso, o termo significa literalmente ‘’salvar’’ e ‘’dar a vida eterna’’ (Mt 10:22; Mc 13:13; Lc 8:12; Jo 5:34; At 2:40; Rm 11:14; 1Co 5:5; 1Tm 2:15; 2Tm 4:18; Hb 7:25; Tg 5:20). O particípio é usado como substantivo para se referir aos que são salvos, os que obtiveram salvação por intermédio de Cristo e que são preservados por Ele (Lc 13:23; At 2:47; 1Co 1:18; 2Co 2:15; Ap 21:24).
3.                      Soter: significa ‘’salvador’’, ‘’libertador’’, ‘’preservador’’, ‘’conservador’’ que sempre se refere à Cristo. No NT, o termo grego é raramente mencionado, pois o imperador romano também era chamado de salvador. Assim, os cristãos queriam evitar uma confusão, pois declaravam que não há nenhum outro Salvador do mundo além de Cristo. O termo também testifica a deidade de Cristo. Veja os exemplos bíblicos, nas passagens: Mt 1:21; Lc 1:31, 2:21; 1Jo 4:14, 1Tm 4:10; Ef 5:23; 2Pe 1:1.

O Autor da Salvação

A primazia de Cristo como autor da salvação é anunciada em diversos textos do Novo Testamento. Ele é ‘’autor e consumador da nossa fé’’ (Hb 12:2). O próprio Jesus disse: ‘’Eu o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim’’ (Jo 14:6). Pedro, cheio do Espírito Santo, proclamou: ‘’Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos’’ (At 4:8-12). Jesus é o único nome por meio do qual podemos ser salvos (At 4:12). Ele é a videira verdadeira, de onde flui vida (Jo 15:1-4), à parte de quem não podemos fazer coisa alguma (Jo 15:5).
Apesar de Jesus Cristo ocupar o destaque no plano da salvação, devemos tomar cuidado para que não ocultemos as outras duas pessoas da Trindade. O modo em que a Trindade participa do processo da salvação é descrito claramente em Efésios 1:1-14 e Tito 3:4-6. Podemos descrever assim os papeis de cada pessoa da Trindade no processo da salvação:
1.                      Deus Pai nos elegeu: Ele amou a Igreja desde a eternidade e escolheu quais pessoas fariam parte deste grupo. Deus baseou sua escolha na sua livre e soberana vontade, no seu amor e na sua misericórdia, não na sua justiça. É por isso que não podemos dizer que Deus é injusto por escolher uns, e a outros não. Se fosse por sua justiça, ninguém seria salvo, pois o homem não merece a salvação, ela é dada pelo seu amor incondicional. A isso nós chamamos de graça. Sobre o assunto, leia as seguintes passagens: Is 45:4; Rm 3:24, 5:1,2,9,10, 8:29-30, 9:11-22; Ef 1:3-5, 2:2-4; Tt 3:4-6; 1Pe 1:2.
2.                      Deus Filho nos redimiu: o povo que Deus Pai separou para a salvação foi comprado por preço de sangue pelo nosso Senhor Jesus. O homem não pode obter a salvação pelos seus atos, boas obras ou méritos, mas ao contrário, merece a condenação eterna por causa de seus pecados. Sendo assim, Jesus Cristo, o Deus-homem, viveu na terra como homem, mas sem ter pecado (Hb 4:14-15) e morreu na cruz do Calvário. Visto a penalidade do pecado é a morte (Rm 6:3), a morte de Cristo foi necessária (Hb 9:11-26), ele realmente tomou a nossa culpa pelos pecados (Is 53:9). Através do sacrifício de Cristo, o povo eleito de Deus é justificado (Rm 5:6-11), reconciliado (2Co 5:18), os pecados são perdoados (Cl 2:13-15), resgatado (Mt 20:28, Mc 10:45), liberto do poder do pecado (1Pe 1:18-20), salvo da ira de Deus (Rm 5:8-10), adotado como filho de Deus (2Co 6:18, Ef 1:5, 1Jo 3:2), e tem direito a vida eterna (Jo 3:16, Rm 6:23).
3.                      Deus Espírito Santo nos reuniu: enquanto que o Pai escolheu, o Filho redimiu, O Espírito Santo é o responsável por aplicar a salvação nos seus eleitos. Em outras palavras, o Espírito Santo chama o pecador por meio da evangelização e da pregação da Igreja (Jo 16:7-8, Ef 1:13). Há dois tipos de chamado: o externo e o interno. O externo é feito a toda a humanidade, através da pregação da Igreja ou de sinais na natureza (Rm 1:17-20). O externo é incapaz de quebrar a maldição do pecado (Rm 1:21), portanto é rejeitado. Porém, o chamado interno, realizado através da pregação do Evangelho, atrai seus eleitos de maneira irresistível (Tt 3:3-7). Isso não significa que o Espírito Santo força alguém para aceitar a chamada do Evangelho, mas ele convence (Jo 16: 7-8, At 13:48). Em segundo lugar, o Espírito Santo regenera o homem (Jo 3:5-6). Em quarto lugar, a santificação não é uma obra humana, pois o homem por si próprio é incapaz de praticar o bem (Rm 7:14-24; Gn 6:5,11,12; Jr 17:9). A única conclusão que devemos assumir é que a santificação é também uma obra do Espírito Santo (Jo 3:21, Rm 8:5-18, Ef 2:8-10, 1Co 6:19-20). E em último lugar, o Espírito Santo não deixa o povo eleito de Deus perder a salvação, mas antes opera no coração dos eleitos (1Co 6:19-20). Se o eleito se desviar da fé em Cristo Jesus, o Espírito Santo opera no coração do eleito para voltar aos caminhos do Senhor (Lc 15:4-6, 15:8-9). A doutrina da perseverança dos eleitos fica mais clara em Rm 8:1-2, 8:16-18 e 8:26-39.

Bibliografia:
BARBOSA, Paulo André – Teologia Sistemática IV. Porto Alegre, RS: Instituto Bíblico Esperança, 2015.
CULVER, Robert Duncan – Teologia Sistemática: Bíblica e Histórica. 1a Ed. São Paulo, SP: Shedd Publicações, 2012
Diversos autores – Bíblia de Estudo de Genebra. 2a Ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2009
Diversos autores – Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. 3a Ed. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2012
FERREIRA, Franklin, MYATT, Alan – Teologia Sistemática. 1a Ed. São Paulo, SP: Vida Nova, 2015
PFEIFFER, Charles F., VOS, Howard F. e REA, John – Dicionário Bíblico Wycliffe. 4a Ed. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2013
VINE, W. E., UNGER, Merril F., JUNIOR, William White – Dicionário Vine. 1a Ed. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2013

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